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e agora?

todosdias, em 08.09.16

run.jpg 

Faz um mês que vi uma pequena luz ao fundo do tunel, quinze dias depois lá surgiu a entrevista mais quinze dias e nada, ninguem disse mais nada e a luz desfez-se.

Ando com medo..ando assustada...ando perdida...o fundo de desemprego acabou...e agora?

Como é que de repente passou um ano e eu não dei por nada...o primeiro semestre foi vivido com uma promessa que não passou disso mesmo...uma promessa. O segundo passou com o triplo da velocidade do primeiro...e agora?

Esta semana arrasto-me pela casa, nada me apetece fazer, nada há para fazer, tudo me apetece fazer, tudo há por fazer. Neste vazio dos meus dias vou tentando manter-me à tona, ocupo os meu dias com o que posso, porque a cabeça essa não para um minuto. Os dias arrastam-se: faz-se o almoço, limpa-se a casa, trata-se da roupa, reorganiza-se roupeiros, reciclam-se "coisas", enviam-se CV's sabendo que não vão ter feedback.

Sinto-me tão sozinha. Vou tentando manter a regularidade dos meus dias, como se tudo permanecesse normal. Engulo os meus medos e receios, engulo as minhas ansiedades e dúvidas, e luto comigo própria para encontrar paciência nos recônditos de mim...mas nestes últimos dias faltam-me forças...

Tenho me agarrado sempre à minha fé e à minha esperança mas estes dias sinto em mim que tenho andado a correr, sem caminho, sem direcção...e agora?

Sim, ando rabugenta eu sei... ando com a neura eu sei... ando impaciente eu sei...

ando assim...eu sei...

 

Não me sai da cabeça a pergunta da minha filha...vamos conseguir pagar as despesas só com o ordenado do pai? :( 

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2 comentários

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De Milheiras a 14.09.2016 às 17:35

Como percebo este post é exactamente aquilo que sinto!
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De todosdias a 14.09.2016 às 18:01

:(
...um bjinho

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

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