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março* |resumo da quarta semana|

todosdias, em 30.03.20

oficialmente em casa...

(Eu) muito embora os primeiros dias fossem com algum teletrabalho...era certo e sabido que a coisa ia abrandar. 

(Ele) pertence ao grupo dos serviços obrigatórios por isso têm que ir trabalhar...eventualmente virá para casa duas semanas no fim do mês de abril, conforme escala do plano de contingência, e a descontar nos dias de férias.

(Ela) Com muitas indefinições, num semestre que arrancou com apenas dois dias de aulas, planeiam-se e realizam-se alguns trabalhos. Incertos quanto a avaliações, mas com a certeza de que depois da Páscoa as aulas serão não-presenciais.

Sei bem o que é estar a trabalhar em casa, e sei bem o que é estar em casa sem trabalho por isso sei bem da necessidade básica de nos organizarmos e termos rotinas. Entre as memórias de voltar a (re)viver tudo outra vez, com o tempo e as longas esperas contra nós, bem como com a consciência que 10 anos depois tudo vai ser bem pior, há, portanto, que implementar ações estratégicas para nosso bem. Começámos com algumas e outras que estão na "calha" serão alvo de (re)implementação nas próximas semanas:

* limpar, limpar, limpar

Antecipam-se as limpezas de verão, estar em casa impulsiona o meu distúrbio obsessivo compulsivo para limpezas, vai ser repartido por algumas semanas é certo, mas:

- limpei o escritório, e o quarto (incluído cortinados, tapetes e volta pelas estantes cheias de objetos que esperavam melhores dias para serem arrumados)

- arrumei roupas/roupeiros/gavetas (a regra foi esvaziar, limpar e voltar a colocar tudo lá dentro outra vez, destralhando algumas coisinhas)

- lavei casacos/kispos/gabardines (antecipando que o regresso ao trabalho se fará com dias mais quentes)

*exercício, exercício, exercício

Por aqui os outfits mudaram, variam entre pijama e roupa desportiva. Na crise de 2008, caminhar era o plano A, com o bicho à solta na rua, exercícios online são agora o plano B. Levantamos cedo, organiza-se a marmita dele bem como as coisas da casa do dia-a-dia. Prontas na sala e devidamente equipadas, mãe e filha, saltam do Aerohiit para a Tabata, Pilates, Alongamentos, etc. Uma hora por dia, com muito boa disposição, que nos deixa às duas cheias de energia.

*cozinhar, cozinhar, cozinhar

Planear as refeições e confecionar de forma saudável são fundamentais para neste período nos organizarmos de forma sustentável. Andei meio perdida, porque no início do mês não fiz as minhas habituais compras semanais, e o caos que se instalou nas idas às compras obrigou-me a usar muito da minha imaginação para a "coisa" não colapsar por aqui. Finalmente, e após 4 semanas, consegui reabastecer a despensa, só com o indispensável e sem exageros. Agora sem a correria dos dias, este meu lugar especial é sem dúvida o meu suporte básico de vida...de prazer com o meu eu interior. 

*cuidar, cuidar, cuidar

Fins-de-semana, são fins-de-semana...ligamos o botão pausa. Há tempo para “vegetar” no sofá, as conversas são postas em dia, partilhamos gostos e não falta o mais importante, reunirmos-nos à mesa saboreando refeições reconfortantes. Cuidar de nós e do amor que nos une. ♥

E é assim mesmo!

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março* |resumo da terceira semana|

todosdias, em 23.03.20

caiu a ficha ...

e a velocidade dos dias foram tão estonteantes, cruéis e difíceis de interiorizar que jamais em tempo algum irei conseguir apagar da memória.... vazio, vazio, vazio são as únicas palavras que consigo encontrar.

(segunda)...deslocação ao centro de saúde, declaração médica de doença cronica (não aceite pelos recursos humanos e que me perturbou a semana toda, porque isto de teres um contrato a termo certo, têm muito que se lhe diga, fica caladinha e aguenta o tombo). Cumprido 1º dia da minha semana rotatividade trabalho, de acordo com o plano de contingência, apenas duas a assegurar o trabalho e a restante equipa em casa.

(terça)...cumprido 2º dia, as deslocações casa-trabalho e vice-versa são penosas, os três transportes públicos que utilizo diariamente estão vazios. as minhas "madames" já estão todas em casa. 

(quarta)...3º dia, novo horário (10h as 15h) sem direito a pausa para almoço, as contingências do vírus assim o obrigam e os últimos comunicados internos tudo nos apontam para nos organizarmos em teletrabalho.

(quinta)...4º dia, (10h às 15h) organizar, organizar, organizar...correria contra o tempo porque a partir de sexta vamos para casa...

caiu a ficha...

sai com um nó na garganta, e foi dificil conter as lágrimas enquanto caminhava sozinha pelas ruas e transportes completamente vazios, rumo a casa, na outra margem. de Lisboa, nasci em Lisboa, vivo os meus dias em Lisboa, o meu coração é Lisboa, sou Lisboa.

da minha janela, na outra margem, todos os dias vejo Lisboa. e tu Lisboa, sabes bem, que à semelhança das outras vezes, eu vou voltar... até já!

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Não, não fui a correr para as compras. Sou fã de promoções, talões e outros descontões, mas não faço stock em larga escala, compro sempre apenas o que preciso, exceção para algumas coisas que detesto que me faltem e que por hábito tenho sempre UMA embalagem como reserva (é caso do azeite, do sal e do papel higiénico – apenas um rolo).

Ao fim de duas semanas, o meu frigorífico e a minha despensa estão pior que nos tempos da crise de 2008. Vazio, vazio, vazio. “Venha de manhã cedo” disse-me o empregado do talho, com a minha cara incrédula ao ver o balcão vazio. Vazio, vazio, vazio. Como vou de manhã se estou a trabalhar? 

Não venham com merdas de abraços, de solidariedade, de partilhas... cambada de egoístas que se fecharam em casa, com subsídios do estado, abasteceram em larga escala, falam de barriga cheia e enchem as redes sociais com palavras de gratidão. Pois palavras leva o vento e os atos são para quem os pratica. Falo com conhecimento de causa e porque o estou a sentir na pele, desde os primeiros dias do mês que o meu marido está a trabalhar a triplicar. Sem necessidade porque não vão faltar bens de primeira necessidade, sem condições, sem subsídios, sem compensação pelo esforço, sem pão.

Vazio, vazio, vazio. Nem pão, nem farinha para a minha MFP.

Gratidão pela senhora que não conheço de lado nenhum que dividiu o seu pão comigo. Apesar de tudo há gente muito boa.

Pequena reflexão: Não podemos voltar ao normal, porque normal era exatamente o problema. Precisamos de voltar melhores. Menos egoístas. Mais solidários. Mais humanos.

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março* |resumo da segunda semana|

todosdias, em 16.03.20

De coração cheio com o rescaldo de um fim-de-semana inesquecível...inicio do segundo semestre e preparada para voltar a sentir o pulsar de um espaço que só faz sentido com a presença deles (enchem-me os dias, o coração e a alma). Temos sempre gente, mesmo em período de férias: exames, erasmus, doutoramentos, uns porque sim, outros porque não, etc... Mas o início de um semestre é sempre um início de um semestre.

Dois dias, apenas dois dias e.. fechámos a porta.

Não estava prepara para isto.

(há sentimentos que agora me tocam com maior impacte: vazio e caos! Porque a verdade é que ninguém me ensinou a viver no vazio, a não saber exactamente o que esperar ou o que fazer. Mais. Nunca me ensinaram a parar, a ficar quieta, a ficar sem fazer nada.)

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resumir dias muito bonitos ♥🏡

todosdias, em 09.03.20

Foi o que eu queria, Foi o que eu tinha planeado...

Só nós três, numa escapadinha que teve como mote o meu aniversário...

Saímos de manhã cedo. Como calhava em caminho, do nosso destino, a primeira paragem tinha de ser para agradecer. Gratidão! Gratidão! De coração cheio porque acredito e tenho fé, todos os dias, que na vida só não se consegue o que não se quer com o coração. Comigo todos os dias...pessoas felizes são mais felizes porque acreditam.

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A viagem foi longa, em modo passeio, sem pressa de chegar ao destino. Já o sol se punha no horizonte quando finalmente descarregamos as malas. Mas ainda deu tempo para um primeiro conhecimento da aldeia. Lareira acesa numa casa que superou as nossas expetativas, tudo tão confortável, tão calmo, tão tranquilo, tão bonito. Jantar em autêntica cumplicidade e ainda tive bolo, canção de parabéns e prenda. O silêncio, e nós...e a nossa paz, os nossos sorrisos, os nossos abraços.

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Acordámos cedo, o silêncio do campo, a lareira a crepitar e a tranquilidade de sabermos que tínhamos o relógio em modo pausa que fez com a nossa mente e corpo entrassem em modo "relax".

Caminhada pela aldeia, um lugar perdido na Serra, com uma beleza de cortar a respiração, perdemos a noção do quanto caminhámos...mas foi longo. Cada esquina, cada recanto é difícil de descrever, mesmo que use fotos como suporte elas não passam o que realmente vimos, sentimos e respiramos. Mas com a certeza que ficou bem registada e guardada nos nossos corações.

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Organizei as refeições com antecedência, a ideia era reconfortarmos-nos com os aromas e sabores que apreciamos, para “absorvermos” com tranquilidade tudo o que nos rodeava. A tarde foi percorrida por toda a Serra, que não era novidade para nós, mas não consigo deixar de registar que tudo me pareceu diferente, mais bonito. Talvez, porque desta vez vi com outros olhos, com outro estado de espírito, com outro sentir.

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O regresso seria direto, mas sem pressas. Tomámos o nosso pequeno almoço cedo, arrumamos calmamente as malas e regressámos a casa. Sempre pelo interior, pela estrada nacional: pelas cidades, vilas, aldeias e lugares deste nosso Portugal, muitas vezes esquecidos à conta das nossas autoestradas. Um fim-de-semana que soube a muito… roubámos cada bocadinho de energia que o interior do nosso país  têm e regressámos cheios.

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No final de tudo, aquilo que nos constitui são apenas os momentos vividos. Quer dizer, também nos constituem os momentos que deixamos de viver! Por alguma razão, que consideramos suficiente para não fazer alguma coisa. Por isso, neste meu aniversário, posso dizer que todos os momentos que passaram por mim e todos os momentos que decidi não viver, mesmo os mais difíceis, foram importantes para tomar consciência de quem sou, daquilo que quero, do que já não quero, e, sobretudo, daquilo que quero ser em todos os dias que ainda terei (e serão milhares ). Que nunca me deixe derrubar! Que consiga sempre olhar para o lado melhor de mim, das situações e dos outros. Que seja o sorriso que se cruza na vida de quem está menos bem. E que isso contribua para reforçar o melhor que tenho e o melhor que, afinal, existe em cada um.

Grata á vida pelos momentos vividos. Grata aos meus dois pilares basilares que contribuíram para, sem dúvida, o melhor aniversário da minha vida. A caminho dos 100! Vivendo os momentos como únicos que são! E é assim mesmo!

 

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mundo interior

todosdias, em 03.03.20

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“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, acorda.” autor desconhecido

Há dias em que me faz bem estar “sozinha” a meditar e a resolver questões do meu mundo interior e hoje foi um desses dias. Quem disse que mesmo a trabalhar não posso estar com o meu interior? O dia esteve chuvoso e cinzento, a calma no trabalho (longe da correria dos dias sempre rodeada de muita gente) e uma musica bem suave como companhia foram o cenário perfeito para aproveitar algum tempo só para mim, onde o mundo exterior passa para segundo plano e a introspeção passa para o topo das prioridades.

Tempo de fazer uma (re)avaliação dos meus objetivos de vida e percorrer, por mim mesmo, o meu caminho. Tenho muito prazer de estar comigo própria e de descobrir todos os recantos do meu mundo interior!

E é assim mesmo!

(Até o tempo da hora de almoço ajudou, refeitório vazio, e o ensaio da Tuna por companhia. Hummm soube bem.)

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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