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...insónia!...maldita insónia!

todosdias, em 20.02.12
É madrugada! O sono mais uma vez resolveu abandonar-me! Desespero...insónia!...maldita insónia!
Mantenho os olhos fechados, como se fizesse alguma diferença. Recuso-me a ver que horas são. Recordo as noites de insónia em que via as horas de 5 em 5 minutos, desespero. Recuso-me a comprar outro despertador! O sono vem habitualmente cedo, exactamente porque a noite anterior resumiu-se a meia dúzia de horas dormidas e o cansaço impera. As primeiras horas sei que durmo profundamente, mas ainda o dia não nasceu e, simplesmente, já não consigo dormir mais. Mais de uma vez pensei em levantar-me, viro-me e tento pensar que é desta que conseguirei, finalmente, adormecer.
 
Desespero...Arranjo a coragem para enfrentar o frio fora do aconchego dos lençóis, visto o robe e decido assumir heroicamente a maldita insónia! Levanto-me e, com um sentimento de traição pelo abandono a que fui devotada pelo senhor sono, sento-me na sala! Aqui, começa o inferno ou...o céu! De repente apercebo que o silêncio abraça-me e o pensamento agradece! De repente, na penumbra, os olhos vêm formas, sombras que me fazem companhia e o espírito acalma! De repente tudo se passa lentamente, como se estivesse num mundo em câmara lenta...
Recordo o dia que acabou, lembro-me do que ficou esquecido e recuo no tempo...Vem então, memórias  que preencheram a minha vida,  saudades de ausências e lágrimas de dores, algumas esquecidas. Tudo isto, no silêncio de uma noite em que o sono mais uma vez me abandonou!
 
São demasiados problemas, demasiadas coisas para resolver ao mesmo tempo e uma constante busca de encontrar soluções. Esta realidade deixa-me ansiosa e a ansiedade não me faz bem. Tira-me a autoconfiança e transforma-me em uma pessoa insegura. A falta de confiança é em mim. É tudo reflexo de uma ansiedade que me faz buscar perguntas, não respostas. Me faz procurar qualquer coisa boa a que me agarrar, em qualquer lugar e circunstância que me apareça à frente. É a mim que eu busco.
 
Volto-me a deitar, encolho-me em baixo dos lençóis e abraço-me à almofada. Coloco-me na posição perfeita, olhos fechados, a mente torna-se cada vez mais vazia…Penso em tudo isso enquanto viro de um lado para o outro, tentando inutilmente adormecer.
Viro-me para a esquerda, quinta, sexta, sábado, domingo… o calendário vai-se mostrando à minha frente e eu passo uma lista infidável de problemas por resolver.  Péssima ideia para quem, até poucos minutos, só desejava dormir. Viro-me para a direita, pensa em coisas boas, pensa em coisas boas, qual quê, elas dissipam-se a uma velocidade incrível. Viro-me novamente para e esquerda...continuemos os cálculos… Vou dormir poucas horas, como contornar os efeitos da falta de sono? Não faço a minima ideia… Se nem sou capaz de arranjar uma forma de dormir!
Maldita insónia… Agora abro os olhos!…os primeiros raios do dia começam a aparecer.
 
Maldita insónia... Ou melhor, insónia que vai tentando entrar, entre um pensamento e outro. No entanto, vem logo outro compromisso para atropelar-te na minha mente. Melhor assim. Ou não… Que desespero! Preciso manter um mínimo da minha sanidade mental. Mas não está fácil…
 
Oh!.....Assim não consigo dormir!
 
 
 
 
 
 
 

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

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