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“Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que desperdiçamos muito dele. A vida é longa o suficiente, e nos foi concedida em quantidade generosa para alcançarmos grandes feitos, se soubermos investir cada momento com atenção.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida
Estas palavras encontraram-me... mais uma vez, foi um “bora lá!”. Já estamos no outono, e com o fim do mês à vista os dias começam a encolher. O quintal pedia cuidado antes que as primeiras chuvas chegassem e tornassem tudo mais difícil. Era hora de preparar o descanso do inverno, limpar, arrumar, garantir que a água corre bem e que tudo respira em paz. Nada disto foi planeado. Metemos o essencial no carro e lá fomos, os dois. Como já tínhamos lá estado no verão, sabíamos o que nos esperava, bastou abrir as janelas e deixar o ar fresco entrar. Desta vez, o foco era o quintal… e fazer apenas o que o corpo e a vontade pedissem.
Começámos cedo no sábado. O tempo ajudou e, no final do dia, celebrámos com um magusto improvisado. As castanhas não eram as melhores, é verdade, mas o sabor da simplicidade compensou tudo. A noite estava amena, e ficámos lá fora, sem horas, a conversar, a rir e a respirar devagarinho. Desligámos do mundo e voltámos a sentir o que é estar simplesmente presentes.
O fim de semana passou depressa demais — entre a azáfama de deixar tudo em ordem e o corpo cansado, quase parecia que um camião tinha passado por cima de nós. Mas a mente veio leve. Veio serena, com aquela sensação boa de missão cumprida… mesmo sabendo que ficou muito por fazer. E isso, para mim, é tudo o que um fim de semana precisa de ser. Voltámos em paz. E é assim mesmo!

"todososdias"