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Magusto

todosdias, em 03.11.14

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"todos os dias"

Assim o pensámos, assim o fizemos e em menos de dois minutos decidimos ir passar o fim de semana à aldeia.

Tudo ao molho para dentro das malas, e assim que a minha filha saiu da escola pusemos-nos à estrada.

O pouco que temos feito na casa, nos últimos dois anos, sem duvida que é um dos factores que nos leva a querer voltar. Só o facto de antes ficar um ano inteiro sem lá irmos, foi tornando o espaço desconfortável. as pequenas melhorias feitas com pouco dinheiro mas com muito empenho levam a que em menos de cinco minutos abrimos a casa, resolvemos um pequeno "piripac" com ratinhos do campo (grrrrr...), lasanha no forno e lá nos instalámos. Impensável a alguns anos a trás. Um outro factor não menos importante é como ali no meio do nada, o relógio pára e a tranquilidade se instala, aos poucos temos vindo a descobrir dentro de nós que é um lugar fantástico para pequenas escapadinhas. Ouvimos a chuva, sentimos o cheiro da terra molhada. O silêncio é profundo e de manhã quando abrimos as janelas ouvimos os passarinhos e o vento a sacudir as folhas.

Queimar as madeiras velhas que amontoámos com as limpezas de verão era uma prioridade, que só se pode fazer nos meses de inverno. Á volta da fogueira e de enxada e ancinho na mão, o quintal foi aparecendo no meio daquela quantidade de enorme de mato, quase da minha altura, ia sendo colocado em montinhos para secarem. Fizemos canteiro novo para as roseiras, hortenses e brincos de princesa que andavam espalhadas pelo quintal. Descarregámos energias, sentimos a terra nas nossas mãos, rimos, resmungámos, tudo a três. 

Um céu estrelado, uma fogueira quentinha a chamar por nós, umas castanhas a assar. Ali fizemos o nosso magusto, ali passámos o nosso serão em dia de "pao-por-deus" e de "todos os santos". Só com a luz da fogueira a crepitar, sentados no chão, relaxámos de um dia árduo fisicamente mas que nos encheu o coração e a alma. Sempre a três, soube pela vida.

Adormecemos a cheirar a fumo, a cheirar a campo.

Vamos voltar, ó se vamos!

 

 
ma·gus·to
(origem duvidosa, talvez do latim ustus, -a, um, particípio de uro, urere, queimar)
substantivo masculino

1. Fogueira de assar castanhas.

2. Porção de castanhas assadas nessa fogueira.

3. Merenda de castanhas assadas.

4. Festa, geralmente associada ao dia de S. Martinho ou ao dia de Todos os Santos, em que tradicionalmente se assam castanhas.

"magusto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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