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Há quem tenha hobbies… e depois há quem adore listas. Eu assumo: adoro listas! Fazê-las, reescrevê-las, colorir, sublinhar, reorganizar — tudo isto me acalma. As listas ajudam-me a pôr ordem no caos, a ver o que realmente importa e a seguir o dia com a mente mais leve e clara. Riscar uma tarefa é, para mim, um pequeno ato de autocuidado. É quase terapêutico, é como abrir uma janela na mente e deixar entrar ar fresco. Há quem veja listas como uma mania; eu vejo-as como uma obsessão saudável. Porque quando escrevo, sinto-me proativa, equilibrada e mais próxima do que quero fazer (ou ser).
Além disso, as listas também alimentam a minha criatividade. Quando lhes junto cores, rabiscos e um toque de design, até as tarefas mais aborrecidas ganham um ar de brincadeira. E quando o dever se mistura com o prazer, tudo flui com mais leveza e produtividade. A Psychology Today confirma (sim, há ciência por trás disto!): escrever listas não é apenas uma distração bonita, é um hábito que ajuda a reduzir a ansiedade, aumenta a autoestima e até melhora a produtividade. Boas notícias, portanto: fazer listas é oficialmente terapêutico.
Eis 5 boas razões para continuar a fazê-las:
Não importa se são em papel, no telemóvel, com marcadores, quadradinhos, caixinhas ou números. O que interessa é o consolo que me dão — aquela sensação de que, mesmo quando a vida é um turbilhão, há sempre uma forma de a organizar… linha a linha, risco a risco. Fazer listas é, afinal, uma forma de criar ar e luz dentro de mim. E é assim mesmo!
“Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que desperdiçamos muito dele. A vida é longa o suficiente, e nos foi concedida em quantidade generosa para alcançarmos grandes feitos, se soubermos investir cada momento com atenção.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida
Estas palavras encontraram-me... mais uma vez, foi um “bora lá!”. Já estamos no outono, e com o fim do mês à vista os dias começam a encolher. O quintal pedia cuidado antes que as primeiras chuvas chegassem e tornassem tudo mais difícil. Era hora de preparar o descanso do inverno, limpar, arrumar, garantir que a água corre bem e que tudo respira em paz. Nada disto foi planeado. Metemos o essencial no carro e lá fomos, os dois. Como já tínhamos lá estado no verão, sabíamos o que nos esperava, bastou abrir as janelas e deixar o ar fresco entrar. Desta vez, o foco era o quintal… e fazer apenas o que o corpo e a vontade pedissem.
Começámos cedo no sábado. O tempo ajudou e, no final do dia, celebrámos com um magusto improvisado. As castanhas não eram as melhores, é verdade, mas o sabor da simplicidade compensou tudo. A noite estava amena, e ficámos lá fora, sem horas, a conversar, a rir e a respirar devagarinho. Desligámos do mundo e voltámos a sentir o que é estar simplesmente presentes.
O fim de semana passou depressa demais — entre a azáfama de deixar tudo em ordem e o corpo cansado, quase parecia que um camião tinha passado por cima de nós. Mas a mente veio leve. Veio serena, com aquela sensação boa de missão cumprida… mesmo sabendo que ficou muito por fazer. E isso, para mim, é tudo o que um fim de semana precisa de ser. Voltámos em paz. E é assim mesmo!

"todososdias"

“Não deixes ninguém arrendar espaço na tua cabeça a menos que seja um bom inquilino.” autor desconhecido
Estas palavras encontraram-me …para alguém que passa demasiado tempo dentro da própria cabeça, esta é talvez uma das tarefas mais difíceis: escolher a quem dou espaço. Quantas vezes deixo pessoas tóxicas, que nada acrescentam, ocuparem divisões inteiras da minha mente?
Está na altura de rescindir contratos invisíveis e fazer uma limpeza profunda dentro de casa. Tempo para encher a minha cabeça de flores, em vez de inquilinos indesejados. 🌸
Amanhã começa outubro. Que traga mais espaço para o que importa, mais calma, mais sorrisos simples. Que seja um mês de janelas abertas apenas para os inquilinos que trazem paz, inspiração e luz. E é assim mesmo!

Plano de 3 passos para estruturar uma área da nossa vida que anda solta (trabalho, finanças, casa, autocuidado). Organizar, planear, dár nome às coisas e definir limites. Não esquecer colocar datas. E cumprir.
Passo 1: Organização e Clareza
Objectivo: Perceber o que está desorganizado e ganhar uma visão geral das várias áreas da nossa vida.
Ações:
Passo 2: Estrutura e rotina
Objectivo: Criar uma base funcional com rotinas simples e realistas, sem nos sobrecarregarmos.
Ações:
Passo 3 : Avaliação e ajuste
Objetivo: Rever o que funcionou, ajustar o que não funcionou e manter o que está a resultar.
Ações:
Extra: Check-in semanal
Reservar um momento por semana para:

"Uma das coisas mais belas da vida é a oportunidade que temos ao abrirmos uma janela. Seja ela exterior para vermos o canto dos pássaros, seja ela interior para reconhecermos o solo fértil que carregamos dentro da alma!" Adélia Prado
* tempo certo para arrumar a casa e a cabeça, para limpar a alma e prepará-la para o que vem a seguir, para pedir ao coração que bata mais devagar, que faça menos alarido, que serene… maio e junho foram intensos, casámos a prima, trabalhamos em modo velocidade cruzeiro, ajudamos no processo de certificação dele, tivemos as festas da santa terrinha e pelo meio umas mini-mini-férias com dois mini-mini-pulinhos à aldeia, os dias voaram.
* tempo certo para abrir as janelas, renovar a fé, para crer no nosso verão que começa daqui a menos de nada, para respirar fundo e sentir o conforto bom de saber que ainda vamos ter dias grandes de sol a praticar o não-fazer-nada e a deixar a leveza entrar.
Se há coisa que aprendi com a vida, é que uma ou duas coisas, exteriores e interiores, vão correr mal, mas que de uma forma ou de outra resolvem-se… é julho, e a minha casa respira como eu: tranquila.
E é assim mesmo!

“Talvez seja o amor a única coisa que a gente quer e realmente precisa para ser feliz.” Diego Vinicius
A meteo prevê tempo frio e muita chuva por isso o forno vai bombar (assados e bolinhos reconfortam, enchem a casa de aromas e ajudam a torná-la mais quentinha), os planos estão mais que certos, entre a cozinha vs limpezas e trabalhos (que entraram em modo pausa devido ás festividades natalicias) e o sofá vs muitas mantas, filmes, livros e muita preguiça. São destas pequenas e grandes coisas que a vida é constituída. Momentos da vida e dizer-nos para esquecermos o mundo lá fora, das preocupações e dar espaço a que coisas bonitas aconteçam. Ficar na “toca” não necessita de ser confinamento obrigatório. Mas sim acreditarmos que criamos a nossa vida, ou melhor, a qualidade da nossa vida. E é assim mesmo.
* premir o botão pausa