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Estar no momento presente. Apenas e,
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Há quem tenha hobbies… e depois há quem adore listas. Eu assumo: adoro listas! Fazê-las, reescrevê-las, colorir, sublinhar, reorganizar — tudo isto me acalma. As listas ajudam-me a pôr ordem no caos, a ver o que realmente importa e a seguir o dia com a mente mais leve e clara. Riscar uma tarefa é, para mim, um pequeno ato de autocuidado. É quase terapêutico, é como abrir uma janela na mente e deixar entrar ar fresco. Há quem veja listas como uma mania; eu vejo-as como uma obsessão saudável. Porque quando escrevo, sinto-me proativa, equilibrada e mais próxima do que quero fazer (ou ser).
Além disso, as listas também alimentam a minha criatividade. Quando lhes junto cores, rabiscos e um toque de design, até as tarefas mais aborrecidas ganham um ar de brincadeira. E quando o dever se mistura com o prazer, tudo flui com mais leveza e produtividade. A Psychology Today confirma (sim, há ciência por trás disto!): escrever listas não é apenas uma distração bonita, é um hábito que ajuda a reduzir a ansiedade, aumenta a autoestima e até melhora a produtividade. Boas notícias, portanto: fazer listas é oficialmente terapêutico.
Eis 5 boas razões para continuar a fazê-las:
Não importa se são em papel, no telemóvel, com marcadores, quadradinhos, caixinhas ou números. O que interessa é o consolo que me dão — aquela sensação de que, mesmo quando a vida é um turbilhão, há sempre uma forma de a organizar… linha a linha, risco a risco. Fazer listas é, afinal, uma forma de criar ar e luz dentro de mim. E é assim mesmo!

“Não deixes ninguém arrendar espaço na tua cabeça a menos que seja um bom inquilino.” autor desconhecido
Estas palavras encontraram-me …para alguém que passa demasiado tempo dentro da própria cabeça, esta é talvez uma das tarefas mais difíceis: escolher a quem dou espaço. Quantas vezes deixo pessoas tóxicas, que nada acrescentam, ocuparem divisões inteiras da minha mente?
Está na altura de rescindir contratos invisíveis e fazer uma limpeza profunda dentro de casa. Tempo para encher a minha cabeça de flores, em vez de inquilinos indesejados. 🌸
Amanhã começa outubro. Que traga mais espaço para o que importa, mais calma, mais sorrisos simples. Que seja um mês de janelas abertas apenas para os inquilinos que trazem paz, inspiração e luz. E é assim mesmo!

Simplificar a vida.
Aproveitar a simplicidade dos momentos de (re)conexão com o que realmente importa. Tudo o resto pode vir.
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* Pernil à moda das indecisões…|este deveria ser efetivamente o titulo deste post|
Chegou aquela altura do ano em que nunca sei bem o que vestir. As manhãs já estão mais frescas e pedem casacos quentinhos; à tarde já estou a suar e sinto-me uma cebola a descascar camadas. Na cozinha é a mesma conversa: as saladas já não me convencem, os grelhados parecem repetição, mas ainda não tenho coragem para um cozido ou uma feijoada. O corpo pede conforto, mas não um banquete de Inverno.
E eu com desejos de couves! Só que, claro, duas idas ao supermercado depois, nada de couves decentes à vista. Até que, na indecisão das compras do fim de semana, trouxe uma peça de carne para assar e, por teimosia, pedi também uns pedaços de pernil cortados em cubos pequenos. Gosto muito do pernil assado, com aquela pele estaladiça, mas irrita-me sempre: demora uma eternidade e, no fim, parece que há sempre mais osso do que carne.
No domingo, finalmente lá estavam as couves no supermercado e pensei: esquece a carne no forno, hoje é pernil na panela. Nada de complicado, mas já com aquele cheirinho de comida de conforto que andava a apetecer.

"todososdias"
Ingredientes:
Carne para cozer (vaca, porco ou frango — o que houver), couve, cenoura, batata, cebola, alho, louro, hortelã, coentros, sal e pimenta.
Preparação:
Na panela, coloquei a carne, a cebola em pedaços, o alho, o sal, a pimenta e um raminho de cheiros (hortelã e coentros). Depois de cozida, coei o caldo e voltei a deitá-lo na panela. Acertei o sal, juntei um pouco mais de água e deixei ferver. Primeiro entrou a cenoura em rodelas, depois a couve, e por fim as batatas em cubos e a carne já cozida.
Minha nota 1: Cozi o pernil na véspera, já cortado em pedaços, na panela de pressão. Retirei quase toda a gordura e o caldo ficou bem mais leve, mas igualmente saboroso.
Minha nota 2: Juntei um chouriço inteiro (previamente picado) quando cozi as couves. Deu aquele sabor extra, mas não é indispensável, o caldo com o ramo de cheiros já estava saboroso. Na hora de servir cortei ás rodelas.
Minha nota 3: Não tenho quantidades, fui juntando o que apetecia e o que cabia. O pernil rondava 1 kg (com pouco osso) e rendeu cerca de 6 doses.
E pronto: saiu um prato simples, saboroso e perfeito para estes dias em que não sabemos se queremos uma refeição fresca ou um prato de forno. Aquela comida de panela que sabe a casa sem pesar.