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Não, não fui a correr para as compras. Sou fã de promoções, talões e outros descontões, mas não faço stock em larga escala, compro sempre apenas o que preciso, exceção para algumas coisas que detesto que me faltem e que por hábito tenho sempre UMA embalagem como reserva (é caso do azeite, do sal e do papel higiénico – apenas um rolo).

Ao fim de duas semanas, o meu frigorífico e a minha despensa estão pior que nos tempos da crise de 2008. Vazio, vazio, vazio. “Venha de manhã cedo” disse-me o empregado do talho, com a minha cara incrédula ao ver o balcão vazio. Vazio, vazio, vazio. Como vou de manhã se estou a trabalhar? 

Não venham com merdas de abraços, de solidariedade, de partilhas... cambada de egoístas que se fecharam em casa, com subsídios do estado, abasteceram em larga escala, falam de barriga cheia e enchem as redes sociais com palavras de gratidão. Pois palavras leva o vento e os atos são para quem os pratica. Falo com conhecimento de causa e porque o estou a sentir na pele, desde os primeiros dias do mês que o meu marido está a trabalhar a triplicar. Sem necessidade porque não vão faltar bens de primeira necessidade, sem condições, sem subsídios, sem compensação pelo esforço, sem pão.

Vazio, vazio, vazio. Nem pão, nem farinha para a minha MFP.

Gratidão pela senhora que não conheço de lado nenhum que dividiu o seu pão comigo. Apesar de tudo há gente muito boa.

Pequena reflexão: Não podemos voltar ao normal, porque normal era exatamente o problema. Precisamos de voltar melhores. Menos egoístas. Mais solidários. Mais humanos.

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Orçamento familiar

todosdias, em 12.01.16

contas.jpg

Nesta altura do ano aproveita-se para fazer um balanço e iniciar objectivos de gastos e poupanças. Cá em casa temos um orçamento familiar, inicialmente usava a minha agenda, onde apontava as receitas e as despesas, com o passar dos anos passei para folhas de Exel no computador, que entretanto foi sofrendo ajustes. Algumas despesas foram inclusivamente desdobradas, principalmente as de supermercado,  porque atribuía-lhes um valor mensal mas raramente gerava um compromisso e por vezes apercebia-me que não o conseguia cumprir.

 

Diariamente aponto todas as receitas e despesas. O que me permite comparar gastos mensais e anuais, e é muito gratificante, no que concerne ás despesas, poder constatar que a maioria das rubricas (casa, carro, educação, seguros, saúde, lazer, créditos, impostos) mantiveram ou inclusivamente diminuíram os gastos. Principalmente quando a nossa receita anual reduziu nos últimos 4 anos em quase 50%. Claro que os créditos (casa, carro, bens de consumo) estão praticamente todos liquidados, o que é uma significativa condição que me permite, inclusivamente, ter nos últimos anos uma rubrica só para poupança. Recordo que quando fiquei desempregada a 1º vez, o meu marido estava com salários em atraso, por vezes pagava os créditos com os próprios créditos, nunca fiquei a dever nada, mas era uma bola de neve que teimava em não parar.

 

No entanto existem quatro rubricas de despesas que não são mensais, e que leva a que nos meses a que dizem respeito tenham que levar ajustes mais drásticos no orçamento familiar, muitas vezes colmatados com receitas por exemplo do IRS: os seguros são semestrais ou anuais, porque se traduzem em poupança de mais de 20€ a cada um; o IMI é pago em duas prestações definidas pelas finanças; o carro que anualmente têm revisão, manutenção, inspecção e imposto; Férias e Natal como não temos subsídios tenho por habito acautelar e quando não são utilizados, como foi o caso do ano passado que não fomos de férias, transitaram para a rubrica poupanças. 

 

Recordo que na infância a minha mãe tinha na gaveta da cómoda quatro envelopes, que representavam as quatro semanas do mês, continham o dinheiro para as despesas semanais e permitiam gerir a casa de forma eficaz. Foi nessa base que fiz o desdobramento para a rubrica de supermercado, tenho uma folha de Exel dividida por meses e valores semanais, só sou muito rigorosa no valores mensais por causa da gestão do orçamento familiar, no entanto os valores semanais variam porque procuro poupar sempre que é possível e fazer compras inteligentes (utilizo muito os descontos e promoções dando especial atenção à melhor relação custo/benefício/qualidade, o que me permite verificar nesta rubrica que em 2015 gastei menos 100€ relativamente ao ano anterior e que consegui mais de 400€ só em descontos e promoções).

 

Após ter feito várias análises, seguindo a técnica dos envelopes, este ano vou experimentar desdobrar as quatro rubricas não mensais. Dividi numa folha de exel os valores anuais de cada uma delas pelos doze meses do ano, e como são quatro, a cada semana coloco nos envelopes o valor correspondente. Existem meses de cinco semanas que por agora vou deixar como folga. Como é que isto se vai traduzir no orçamento familiar ainda não sei muito bem porque vou começar a experimentar este mês, mas para já as despesas mantêm-se pela totalidade nos meses correspondentes. O objectivo é apenas que quando estas despesas tiverem que ser pagas, eu já ter o dinheiro de parte e não ter que fazer os habituais ajustes drásticos. 

 

Todos os meses é um complexo exercício financeiro, que nem sempre corre da melhor forma, principalmente porque eu estou desempregada e ele continua na situação precária de trabalho temporário em que têm dias que fica em casa o que torna muito difícil a gestão do orçamento familiar no que concerne às rubricas de receita que não são iguais todos os meses. Mas tudo isto é possível analisar, porque aponto todas as despesas e me permite saber exactamente para onde vai o dinheiro. Provavelmente existem gestões mais eficazes, mas esta têm resultado cá em casa.

Ainda só estamos no primeiro mês do ano e as mudanças na nossa vida profissional de certeza que irão ter implicações no nosso orçamento familiar...embora ainda não saiba bem se serão boas ou más, por isso, o que está feito por agora é o mais honesto e realista face à nossa realidade actual. 

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Coisas que os homens não percebem

todosdias, em 26.06.14

(ou pelo menos o homem cá de casa)

 

Comprar soutiens novos, é como comprar uma camisola nova, têm que experimentar, vestir, despir. Sair da loja com soutiens novos no saco é uma alegria e sentimos-nos muito vaidosas.

Ok, ok, talvez tenhamos demorado um bocadinho demais, mas não esprimentámos todos...quase :P

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

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