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#nóstrês

A praia acabou, a vinda da chuva não nos deixou com nostalgia dos dias estarem bons e estarmos a faltar à "nossa" praia. Como o Outono este ano já começou a dar o ar da sua graça, começámos a prepararmos-nos para o receber de braços abertos, antecipamos umas comprinhas, cortamos o cabelo e organizamos/arrumamos algumas coisas cá em casa.

Ainda ouve tempo para uma escapadinha à aldeia, à semelhança dos quatro dias que lá passámos em Agosto. Deitámos mãos à obra e andamos em limpeza, deitamos fora muito "lixo" que era do tempo do meu avô e que em quinze anos nunca ninguém mexeu, gostei muito do resultado final e ideias não faltam para aquele espaço que agora ficou livre (haja tempo, porque os gastos que prevemos são muito poucos). Temos que pouco a pouco ocupar a casa, não a podemos abandonar se não corremos o risco de a perdermos. É um sitio fantástico para escapadinhas. E o trabalho que já fizemos nestes últimos dois anos têm tornado a casa e o espaço envolvente aos poucos muito mais acolhedor.

Apesar de tudo foram quinze dias a três também um pouco embirrentos, a realidade é que desde que ela entrou de férias estamos os três juntos à três meses/24h por dia, andamos sem paciência uns para os outros, mas a verdade é que temos os três consciência disso, compreendemos os motivos e conseguimos aceitar e tentar ultrapassar graças ao espírito de equipa que temos. Amor e amizade a três, acima de tudo e de todos.

 

#ela

Regresso à escola preparado, material escolar, manuais, novo horários, nova turma. Embora tenhamos estado sempre ocupados, graça a Deus, a verdade é que muitos dos dias desta primeira quinzena ela passou aqui fechada em casa. TV, PC, e não se entretêm com mais nada...estava desejosa que ela voltasse à escola, não é saudável estar tantas horas fechada no quarto.

Hoje já teve a primeira manhã de aulas, eu estava apreenssiva e sei que ela também. Esteve três anos com a mesma turma, os mesmos colegas, as coisas não foram fáceis e a turma era complicada. Este ano não conhece ninguém, não têm nenhum colega antigo. Vi as coisas pela positiva, a oportunidade de ela fechar uma porta e abrir uma nova com coisas novas, amigos novos, experiências novas. Sei que uma manhã, não é nada para avaliar como vai ser este ano lectivo, mas o feedback que me deu hoje à hora do almoço foi positivo. Espero não estar enganada mas acredito que este ano vai ser muito bom para ela.

 

#ele

Foi chamado ao IEFP, para duas situações. Uma para comprovar que nestes dois anos tem feito a procura ativa de emprego, já organizamos tudo e está a jeito para ele lá ir. Outra era para um programa CEI, semelhante ao que eu fiz na biblioteca, se por um lado é horrível estarmos a trabalhar pela simbólica quantia de oitenta euros/mês, por outro lado é uma maneira de nos sentirmos ativos, no entanto e embora tenham gostado dele não vai ser chamado porque o fundo de desemprego acaba em Dezembro e o contrato era por seis meses. 

Anda intolerante, irritante, e eu sem paciência para o aturar. Tento controlar este meu estado, tento não dizer algumas coisas que tenho consciência que não iam ser saudáveis e que poderiam deitar a perder tudo o que construímos juntos, e que é tão bom. Nós não merecemos, ele é um amigo fantástico, o meu apoio, o meu porto de abrigo e sei bem o que está a passar. O ano passado sei bem que a situação era pior, estavamos os dois desempregados. Já se passaram dois anos e ele continua em casa, emprego não aparece e nem sabemos se vai aparecer, temo pela sua saúde mental, têm sido um bravo sem nunca perder a calma, mas sei que está a sofrer e não sei por quanto tempo mais ele vai aguentar. Não sei como o posso ajudar, para já tento dar-lhe apoio, saber que pode contar comigo acho que é muito importante. Esforço-me por manter o lado do nosso relacionamento o mais saudável possível. Neste desespero que têm sido as nossas vidas, nestes ultimos três anos, temos aproveitado o tempo que temos juntos, mesmo só nós dois, para garantir que continua a valer a pena e que é tão bom. É este sentir que é importante, o apoio e força que damos um ao outro, e na energia maior que somamos a este querer conjunto, que reside toda a força anímica de um amor que resiste e existe para além do tempo e do espaço que dedicamos a nós e só a nós. Este é o nosso caminho, juntos. E que lado a lado, de mãos dadas, nesta força somada, com cumplicidade alcançamos a nossa paz e alegria...e que é tão bom.

 

#eu

Voltei ao trabalho, ainda em modo suave, porque vai apertar e com força lá mais para a frente. No entanto já ouve alguns stress, alguns nervosismos, mas que consegui esclarecer. Não foi fácil, principalmente porque eu sou uma pessoa muito tolerante e às vezes fico a contar com as atitudes e honestidade dos outros. Mas aprendi que os outros não são como eu, e que dizer não é uma prioridade que às vezes temos que dar às nossas vidas se queremos prosseguir tranquilos e em paz. Tudo indica que o projeto vai continuar e que em Janeiro não regresso ao estatuto de desempregada novamente. Está previsto mais um ano, e eu vou aceitar. Vou tentar não sofrer tanto com as viagens, é a única parte deste meu projeto que eu não gosto e que me faz mal, que me deixa nervosa e doente, ir para tão longe sozinha é muito duro (Angola não fica ao virar da esquina). Vou tentar interiorizar que o negativo das viagens será compensado com o positivo de alguma paz financeira, que nos permite aos três dormir melhor. Não me posso queixar, estou a trabalhar em casa, faço quase sempre a gestão do meu tempo, estou a receber um salário (baixo face às exigências do projeto, tenho consciência que um consultor ganharia o dobro daquilo que eu ganho mas face às oportunidades que existem neste momento não tenho muitas alternativas, era isto ou zero de rendimentos), estou e aprender e a enriquecer o meu curriculum.

Voltámos às caminhadas, cortei na alimentação (quatro kilos a menos, yeaahhh), tirei os medicamentos que me faziam sentir bem psicologicamente, mas que fisicamente me fizeram inchar de tal maneira que parecia uma lontra. Continuo apenas com um medicamento à noite (metade), para me ajudar a sentir um pouco mais tranquila, só falta coragem para o retirar de vez.

Continuo é com esta maldita ansiedade. Teima em não passar, quando paro um pouco para rever mentalmente esta minha ansiedade, sei exatamente o quê, quais a causas e quais as consequências. Na maior parte dos casos, não deixo que isso transpareça, mas sinto-o. É como uma moinha que se apodera do meu pensamento, um aperto no peito, até eu ter a capacidade de a ignorar ou, na maior parte das vezes, de aceitar. Tem sido uma luta diária nestes últimos tempos e tenho muita dificuldade em lidar com ela. Tenho imensos diálogos interiores, peso prós e contras, balanço a razão e o coração, tento meditar, experimento enumeras técnicas e tento numa misturada arranjar alguma que me ajude. Às vezes consigo ou talvez não, e seja apenas um sentir um pouco mais tranquilo momentaneamaente, mas há alturas em que todas estas estratégias são claramente insuficientes. Está a ser muito cansativo e doloroso esta minha luta contra a ansiedade, está a consumir-me lentamente e ainda não encontrei a formula para a vencer, mas não vou desistir, vou encontrar em mim o equilibrio...isso é certo.

 

Grata, por partilharmos sempre tudo a três.

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danças e mais danças

todosdias, em 20.05.13

Está aberta oficialmente a temporada de espetáculos do grupo de dança da minha filha. Sexta-feira à noite foi um festival e no sábado à noite uma festa de dança. Na próxima sexta-feira a história repete-se...e já há mais convites para o grupo.

Gosto muito de a acompanhar e o orgulho que sinto em vê-la dançar é enorme.

Até ao Verão vai ser assim...

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recompensa

todosdias, em 27.02.13

" A vida não é um castigo: é tão valiosa que só pode ser vista como uma recompensa. Devia estar grato à existência por ter escolhido para respirar, amar, cantar e dançar..." Osho


eu respiro, eu amo, eu canto (aventuro-me às vezes no duche..eh!eh!eh), eu danço....e é assim mesmo!

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dança a dobrar

todosdias, em 26.03.12

Sexta actuaram na escola...gostava de ter ido "espreitar", mas era o ambiente dela e estava menos à vontade porque os colegas da escola gozam, metem-se com elas e isso incomoda-a mais, sou mãe galinha, mas não quero que a minha filha seja gozada na escola porque estava lá a "mãezinha". Correu bem, mas para além de estar adoentada ela só se manifesta com euforia quando as coisas lhe correm mesmo muito bem, porque de resto é muito contida e ponderada.

 

Sábado foi o festival, foi muito giro, um pouco longo (14 grupos/mais de 4h de espectáculo). Elas, claro,  foram as melhores, mesmo sendo suspeita, o grupo é muito homogéneo e alegre. É emocionante ver a minha filha desfilar, representando a colectividade e a sua cidade, sentir o orgulho com que elas vestem as suas camisolas. Muitos dos nossos jovens deviam ter actividades assim, ganham valores de comunidade, partilha, amizade, sem falar em auto-estima, amor próprio, confiança.

 

E nós pais, também é um grupo giro, gritamos por elas, acompanhamos e no fundo também nos divertimos. No entanto tenho reparado que algumas miúdas nunca são acompanhadas pelos pais, alguns não os conheço, nem nunca os vi, entendo que por vezes nem sempre é possível, mas caramba são na sua maioria jovens em idade pré-adolescente...onde estão estes pais? não percebem que é muito importante acompanharmos os nossos filhos mesmo nas suas vitórias? não entendo???

 

(parece que novos convites para o grupo estão a surgir...elááá...que fixe...venham danças, venham danças)

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inicio da temporada

todosdias, em 17.03.12

O dia de ontem fechou à noite em grande...

 

Minha filha iniciou a época de espectáculos, daqui até ás férias de Verão vai ser só por conta dela. Apesar de ser uma apresentação num bar em que lhes tira o brilho que dá um palco, foi muito bonito, elas são cada vez mais e que torna o efeito das coreografias muito mais completas. Já são mais de 50 miúdas, divididas em 4 classes...recordo os primeiros espectáculos à 4 anos atrás em que chegaram a ser só três em palco.

 

Faz-lhe muito bem, ajudou-a a vencer a timidez, novas amizades., etc...e até para nós pais, pelo convívio, acabei por me relacionar com novas pessoas ainda por cima nesta fase em que praticamente não temos saimos de casa, o facto de irmos vê-la e acompanhá-la, já é um ganho.

 

Para a semana lá vamos nós, mais um festival de dança ... e desta vez é fora da cidade.

 

Vale a pena ver, elas são fantásticas...

 

(só falta irem à TV...eu iria ter que comprar uns babetes)

 

 

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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