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resumir janeiro ūüŹ†

todosdias, em 31.01.21

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"√Č pela vida que se chega a esse ponto de identificarmos o que √© que n√£o √© para perceber. Que algumas perguntas t√™m mesmo de ficar sem resposta, sem que isso signifique abdicar da capacidade de ler o mundo, de registar. Tem de se passar pelas muitas declina√ß√Ķes do inconceb√≠vel. A parte boa √© que, sobrevivendo ao inconceb√≠vel, h√° algo em n√≥s que √© invenc√≠vel. Haja vida em n√≥s, esse dado invenc√≠vel. Com alguma sorte, conservamos alguma inoc√™ncia. Com alguma sorte, aprendemos a ganhar dist√Ęncia. Com alguma sorte, transformamos numa fortaleza serena a possibilidade permanente de nos (des)iludirmos.¬†Haja as perguntas que houver, que haja sempre um lugar que seja seguro. Um lugar qualquer onde chegamos, respiramos fundo, dizemos baixinho¬†deixa l√°¬†e, sem que saibamos como, est√° tudo bem tal como est√°, nesse lugar que para n√≥s for seguro." m.ara√ļjo

Estas palavras encontraram-me...o m√™s foi duro mas n√≥s tamb√©m somos. Come√ßou com dias muito frios e acabou com dias de chuva e muito cinzentos, come√ßou com a adapta√ß√£o a novas rotinas (que se programaram at√© mar√ßo) acabou com o regresso a casa e √† semelhan√ßa do primeiro confinamento sem data e sem perspectiva de nova programa√ß√£o, come√ßou com ela num est√°gio que nunca veio e acabou de volta a casa confinada a exames, s√≥ para ele √© que janeiro n√£o trouxe altera√ß√Ķes. Come√ßou¬†tamb√©m com o 'bicho' a entrar na vida das minhas pessoas queridas e a dist√Ęncia acabou por se tornar no maior obst√°culo impossibilitando-me de poder ajudar. Gra√ßas a Deus acabou bem, s√≥ n√£o sei √© quando os vou poder voltar a abra√ßar, n√£o vou aguentar estar mais um ano sem estar com eles.

√Č janeiro a dar novamente tempo ao tempo, de parar e escutar de deixar estar, de deixar ficar e de deixar a poeira assentar. √Č janeiro a deixar entrar o sil√™ncio, de fazer pausa nos mil pensamentos e nas mil coisas que tenho sempre para fazer. √Č janeiro obrigar-me a viver mais devagar e a ensinar-me a usar mais o verbo cuidar. √Ȭ†janeiro a dizer-nos que na nossa casa √© onde est√° o nosso cora√ß√£o, o nosso porto de abrigo.

A acabar janeiro, peço à vida que me continue a ensinar a ter sempre fé, a ter sempre amor, a ter sempre um pensamento positivo e é assim mesmo!

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é do frio

todosdias, em 05.01.21

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Depois de dias de hibernação, voltamos lentamente à rotina dos dias. Há alturas em que parece mais fácil, outras é mesmo difícil. Num horário que começa cedo, a uma hora quase proibitiva, custa muito levantar com noite cerrada, custa muito este frio que já tínhamos sentido, mas não intensamente porque ficávamos na preguiça até mais tarde, custa a entrar na rotina e a fazer o que tem de ser feito.

Admito que me está a custar imenso. Hoje não há sol, hoje a humidade instalou-se, hoje está um frio que gela os ossos...é do frio...tudo serve de desculpa e todas as desculpas são boas para procrastinar. Mas a falta de motivação também é mais que muita. Há alturas em que basta dois dedos de conversa comigo própria. Há outras em que as horas vão passando e nada...motivação zero.

No entanto, e apesar deste sentimento que impera, principalmente causado por um frio que insiste em ficar, esta semana √© de regresso ao trabalho p√≥s-f√©rias, numa ‚Äúescala‚ÄĚ que se ir√° manter at√© √† primavera (por enquanto). Voltar √© sin√≥nimo de n√£o passar dias sozinha em casa, de sair √† rua, de ver gente e conversar, mas muito longe do bul√≠cio de outros tempos e dos quais sinto falta. O meu trabalho s√≥ faz sentido com ‚Äúcasa cheia‚ÄĚ, o entra e sai de livros, estantes desalinhadas, confus√£o, burburinho‚Ķ o problema √© que estar por aqui faz-me sentir mais a aus√™ncia das pessoas e por vezes consegue ser mais penoso que estar em casa onde j√° sei que vou estar sozinha, no meio dos meus afazeres.

Hoje está frio, muito mais frio…

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Sabe mesmo bem

todosdias, em 03.02.15

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Trabalhar em casa √© um processo exigente. √Č bom, tem imensas vantagens, mas tamb√©m √© muito dif√≠cil e exige muita disciplina. Exige mais organiza√ß√£o, mais regras, mais obriga√ß√£o. Sigo alguns m√©todos que me obrigam a organizar o dia, apesar do conforto da casa saber muito bem, tento n√£o fugir √†s rotinas, j√° que o tempo, o espa√ßo e o m√©todo s√£o inteiramente por minha conta, tento sobretudo fazer tudo antecipadamente de modo a poder cumprir prazos e de modo a ganhar tempo para as rotinas da casa, para n√≥s os tr√™s e para mim. A gest√£o do deve e do haver √© complexa e muito mais suscept√≠vel¬†de falhas. Alguns pontos s√£o mais f√°ceis¬†de sabotar, vestir-me e arranjar-me como se fosse sair (com este frio tenho sabotado todos os dias), tomar o pequeno almo√ßo longe do computador, trabalhar na sala e n√£o no escrit√≥rio, esquecer-me das horas e n√£o encerrar o computador.
Mas h√°, como em tudo, o reverso da medalha. Poder fazer uma pausa, cumprir o ritual de todos os dias beber o meu ch√°, na companhia da minha manta e ter tempo para desfrutar dos aromas, dos sabores e do conforto da minha casa a ouvir a chuva que bate miudinha na minha janela, √© sem duvida uma saborosa contrapartida. H√° coisas que n√£o se compram com algumas op√ß√Ķes, mas tamb√©m h√° outras que n√£o t√™m pre√ßo, nesta vida.¬†Sabe bem, sabe mesmo bem.
 
 

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Combina√ß√Ķes perfeitas

todosdias, em 21.01.15

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um ch√° de jasmim, uma manta quentinha, velas acesas, chuva l√° fora e eu a trabalhar.

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Preguiça...é do frio

todosdias, em 07.01.15

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Depois de dias de hibernação profunda, voltamos lentamente à rotina dos dias. Há alturas em que parece mais fácil, outras é mesmo difícil. Num horário que começa cedo, a uma hora quase proibitiva, custa muito levantar com noite cerrada, custa muito este frio que já tínhamos sentido mas não intensamente porque ficávamos na preguiça até mais tarde, custa a entrar na rotina e a fazer o que tem de ser feito.

Admito que me está a custar imenso. Hoje não há sol, hoje a humidade instalou-se, hoje está um frio que gela os ossos...é do frio...tudo serve de desculpa e todas as desculpas são boas para procrastinar. Mas a falta de motivação também é mais que muita. Há alturas em que basta dois dedos de conversa comigo própria. Há outras em que as horas vão passando e nada...motivação zero.

No entanto, e apesar da pregui√ßa¬†que impera causada por um frio que insiste em ficar, j√° fiz uma apresenta√ß√£o e novas propostas e relat√≥rios j√° come√ßam a ganhar vida. Hoje estamos os tr√™s em casa, cada um no seu canto, com a sua tarefa, cada um com a sua manta e ch√° quentinho a acompanhar.¬†Mesmo em dias de muito frio s√£o estas pequenas coisas que nos aquecem, momentos que nos fazem sentir gratos e ac√ß√Ķes¬†que nos fazem acreditar. C√° por casa gostamos daquilo que √© nosso, muito nosso. E √© assim mesmo!

 

 

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recuperar energias

todosdias, em 31.12.14

meias.jpgcofe.jpgwarm.jpg 

√Č sem d√ļvida uma das √©pocas mais bonitas do ano, tamb√©m √© verdade que o Natal passa a voar. Estes dias estamos em mini-f√©rias, quase sempre estamos de f√©rias entre o Natal e o Ano Novo, sou uma sortuda admito, e sem duvida esta √© a altura prefeita para descansar um pouco e recuperar energias. Dormimos at√© tarde, cal√ßamos muitas meias quentinhas, tomamos o pequeno almo√ßo com calma, e passamos algumas tardes em modo-sof√°. Hummm, com o friozinho que t√™m estado...sabe bem!

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

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