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2026

todosdias, em 01.01.26

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Tronco de natal *

todosdias, em 23.12.25

* [sobreviveu ao enrolar]

O meu Natal é sempre a dividir por dois.

No dia 24 há jantar de Natal, noite de Pai Natal e prendas abertas à meia-noite. Um Natal bem consumista, confesso. A minha sogra comprava tudo feito — filhoses, sonhos, azevias, tronco de natal, molotof, bolo de milho… uma verdadeira montra de pastelaria que só desaparecia lá para os Reis.

Mesmo assim, havia coisas que eram sagradas e que ela exigia que eu fizesse: a mousse de chocolate e a minha tarte de amêndoa.

Aliás, há mais de 30 anos que levo sempre a tarte de amêndoa, mesmo sem ela estar presente 🤍 . Modéstia à parte, é a minha personal trademark. Com a mesma receita ninguém a faz igual à minha — escrita num velho papelinho pela tia-avó Gertrudes.

Dia 25 é outro campeonato.

É dia de Menino Jesus, prendas só de manhã, sapatinhos na chaminé (hoje ficam debaixo da árvore, mas a tradição mantém-se). Aqui não se compra nada feito: tudo se faz, tudo se suja. O alguidar enchia-se de massa para as filhoses de abóbora e a cozinha era território sagrado.

Este ano, mais um vez sozinha na minha cozinha, liguei o forno e meti mãos à obra. A casa encheu-se de aromas, música de Natal, loiça para lavar… e um cálice de vinho do Porto a acompanhar, claro 🍷

Tradicionalmente fazia azevias de batata-doce, mas dão um trabalhão e sozinha era uma tarde inteira em pé — e o cansaço e a saúde também mandam.

Hoje já fiz a tarte de amêndoa, a serradura e aventurei-me num tronco de Natal. Já não fazia há muitos anos, mas era uma tradição só minha.

Confesso que hesitei. Fazer tortas é sempre um mistério: ou ficam lindas ou dão vontade de chorar (e deitar fora 🙈).

Mas desta vez… ficou impecável! Não partiu ao enrolar, não partiu ao abrir para rechear. Um verdadeiro milagre natalício ✨

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Ingredientes:

Para a massa - 3 ovos, 2 gemas, 80g açúcar, 40g de farinha, 30g chocolate em pó.

Para o recheio e cobertura: 200ml natas, 200g chocolate tablete, uma noz de manteiga.

Preparação: 

Premeiro faz-se o recheio e cobertura. Partir o chocolate em pedacinhos e deitar por cima as natas quentes sem ser a ferver (minha nota 1: retiro as natas do lume quando começam a aparecer bolhinhas nos lados). Mexer bem com a vara de arames, e acrescentar a noz de manteiga. Deixar arrefecer e ir mexendo de vez em quando, ate ficar mais consistente para barrar. (minha nota 2: como está muito frio não precisei de colocar no frigorífico).

Bater muito bem os ovos e as gemas com o açúcar, acrescentar a farinha previamente misturada com o chocolate, usando o passador para peneirar. Vai ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal durante aproximadamente 15minutos. Quando estiver cozida, desemformar na bancada para um pano húmido polvilhado com açúcar e enrolar. Deixar arrefecer, desenrolar e rechear com o creme, voltar enrolar. Cortar os cantos e usar um para fazer uma lateral do tronco. Cobrir com creme e usar um garfo para decorar a imitar um tronco. Usei estes cogumelos que comprei no chinês, a imaginação é o limite.

… amanhã volto à minha cozinha logo de manhã ☕👩‍🍳
Ainda faltam os sonhos, a tarte de requeijão, os patês, as entradas e o inevitável bacalhau com natas. Eu não abdico do bacalhau cozido com todos na ceia, mas como há quem não goste, comecei há uns anos a fazer bacalhau com natas só para a minha filha e para o meu marido. O problema? Todos os anos aparece mais alguém que “afinal até gosta”… e o tabuleiro, que começou pequeno, vai crescendo de Natal para Natal.

Esta foi apenas a primeira parte - um Natal que se divide por dois:
jantar com a família do meu marido, almoço com a minha — duas mesas, duas tradições e muitas sobremesas pelo meio 🎄
Já o Ano Novo não se divide:
é sempre cá em casa. Jantar de 31, almoço de 1 de janeiro e eu novamente de avental vestido, ou seja, volto a arregaçar mangas, a ligar o forno e a cozinhar para todos, porque aqui as festas fazem-se à mesa… e eu não sei festejar de outra maneira 🎉

Boas festas!

 

 

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O prazer de continuar a escrever*

todosdias, em 16.10.25

Tenho tido alguns destaques da equipa dos blogs, mas confesso: não costumo partilhar estas coisas por aqui — não é do meu estilo e não quero parecer presunçosa a puxar elogios!  Além disso, embora passe por aqui todos os dias, muitas vezes só consigo deixar um post meu e seguir a correr, sem o tempo que gostava de ter para visitar tantos outros blogs que adoro. Mas desta vez… não dá mesmo para ficar calada!

Nos últimos trinta dias já foram quatro destaques — e, com quase 14 anos de blog, acho que é caso para um Uauuu!

É um prazer continuar a fazer parte desta comunidade tão criativa, onde ainda se partilham ideias, desabafos e sonhos com tanto carinho. Obrigada a quem está desse lado — a ler, a comentar, ou simplesmente a passar por aqui em silêncio. É isso que faz também este espaço continuar a valer a pena. ❤️

* gratidão em letras grandes

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"todososdias"

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“Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que desperdiçamos muito dele. A vida é longa o suficiente, e nos foi concedida em quantidade generosa para alcançarmos grandes feitos, se soubermos investir cada momento com atenção.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida

Estas palavras encontraram-me... mais uma vez, foi um “bora lá!”. Já estamos no outono, e com o fim do mês à vista os dias começam a encolher. O quintal pedia cuidado antes que as primeiras chuvas chegassem e tornassem tudo mais difícil. Era hora de preparar o descanso do inverno, limpar, arrumar, garantir que a água corre bem e que tudo respira em paz. Nada disto foi planeado. Metemos o essencial no carro e lá fomos, os dois. Como já tínhamos lá estado no verão, sabíamos o que nos esperava, bastou abrir as janelas e deixar o ar fresco entrar. Desta vez, o foco era o quintal… e fazer apenas o que o corpo e a vontade pedissem.

Começámos cedo no sábado. O tempo ajudou e, no final do dia, celebrámos com um magusto improvisado. As castanhas não eram as melhores, é verdade, mas o sabor da simplicidade compensou tudo. A noite estava amena, e ficámos lá fora, sem horas, a conversar, a rir e a respirar devagarinho. Desligámos do mundo e voltámos a sentir o que é estar simplesmente presentes.

O fim de semana passou depressa demais — entre a azáfama de deixar tudo em ordem e o corpo cansado, quase parecia que um camião tinha passado por cima de nós.  Mas a mente veio leve. Veio serena, com aquela sensação boa de missão cumprida… mesmo sabendo que ficou muito por fazer. E isso, para mim, é tudo o que um fim de semana precisa de ser. Voltámos em paz. E é assim mesmo!

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"todososdias"

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Outono, és tu outra vez? 🍁

todosdias, em 22.09.25

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Estava à tua espera! As folhas caem, o ar refresca. Há sempre mil razões para gostar de ti. ✨

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Diário de bordo 2

todosdias, em 02.07.25

resumir junho vs dias muito bonitos 🏡

Foi o que prometemos, foi o que eu tinha planeado... na vida só não se consegue o que não se quer com o coração e pessoas felizes são mais felizes porque acreditam.

Só nós dois, numa escapadinha que teve como mote o nosso 30º aniversário ...

A viagem foi em modo passeio, sem pressa de chegar ao destino.  Viajar pelo Alentejo é deixarmo-nos levar ao ritmo da terra, onde cada paragem convida a saborear o momento sem pressa. Exatamente como a primeira paragem para almoço, deliciosa, típica, e muito, muito longa, foram 2horas de convívio genuíno com os donos do restaurante, desde as sopas de cação, passando pela carne no alguidar com migas, nada faltou sempre acompanhadas com bom queijo e bom vinho. Terminamos com licor de poejo com hortelã, visita à cozinha e a promessa de voltar com a família. Seguimos viagem porque o calor era muito, mas no regresso voltámos para conhecer melhor Montemor.

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"todososdias"

Até ao destino ainda tínhamos algumas horas de caminho, vastas planícies que se estendem até onde o olhar alcança, ondulando suavemente sob o céu amplo e luminoso. Os campos dourados, os sobreiros solitários e as aldeias brancas pontuam o caminho com uma beleza simples e autêntica. Aqui, cada curva da estrada pode levar a um miradouro inesperado, a uma herdade acolhedora ou a um recanto onde apenas o vento e os sons da natureza fazem companhia. Contornámos Évora que tão bem conhecemos

Viajar pelo Alentejo é uma experiência que convida à contemplação e ao encontro com o essencial. É uma terra de horizontes abertos, onde o tempo parece abrandar e cada quilómetro revela a serenidade de uma paisagem moldada pelo sol e pelo silêncio.

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"todososdias"

Chegámos ao final da tarde, descarregámos as malas e deixámo-nos levar pela curiosidade de explorar a aldeia, desconhecida e tranquila. Acabámos numa esplanada à beira da barragem, a refrescar-nos com uma bebida enquanto o corpo começava finalmente a desacelerar. Com o calor ainda bem presente apesar de já serem oito da noite, o convite da água falou mais alto e fomos a banhos. Ficámos ali, sem pressa, a apreciar aquela paisagem ampla e serena, tão diferente do habitual. Sem apetite e sem planos, apenas a aproveitar o silêncio, o calor, o som das aves a recolher e o cair lento de uma noite de verão que prometia mais dias assim.

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"todososdias"


 

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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