Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

“A natureza nunca se apressa. O seu segredo é a paciência.”, Ralph Emerson
Estas palavras encontraram-me…há coisas que pertencem a um tempo — e talvez o outono seja o meu. Hoje a chuva chegou com força, a anunciar a mudança. Ainda não há frio suficiente para os casacos quentes, mas a luz já se recolhe cedo, como se o dia também tivesse vontade de regressar a casa. Lá fora, tudo abranda. Cá dentro, a alma tenta acompanhar.
Outubro foi um mês exigente. Daqueles que pedem contenção, paciência e um silêncio estratégico. Engoli sapos — dos grandes — e aprendi a observar em vez de reagir. Nem sempre é fácil calar quando tudo em nós quer defender-se, mas há alturas em que o melhor gesto é não fazer nada. Só deixar assentar o pó. Só respirar.
Agora, aos poucos, sinto o peso a aliviar. As águas ainda estão turvas, mas já há sinais de acalmia. É como se o tempo lá fora me dissesse para confiar: tudo tem o seu ritmo, mesmo quando não o compreendemos. O outono ensina isso — que há folhas que precisam cair, para que outras possam crescer.
E talvez seja apenas isto: aceitar o ritmo das coisas, regressar ao essencial, encontrar conforto nas pequenas pausas. Porque, às vezes, o simples ato de chegar a casa — por fora e por dentro — é tudo o que precisamos para (re)começar. Respirar, acolher o agora e deixar que o tempo faça o resto. E é assim mesmo!

* a riscar os dias no calendário até às férias grandes

| paciência.
"Entender que tudo tem o seu tempo. Que tudo vem a seu tempo. Dar o tempo necessário. Para crescer. Para florescer. Aceitar o ciclo da vida. Respeitar o fluxo do tempo. Observar o tempo passar. Esperar o tempo certo. Para plantar. Para colher. Para agir. Para seguir. Para aprender. " Caio Fernando Abreu

*e as lutas que travo para alcançar merecidas vitórias... sem esforços desnecessários e com determinação posso potenciar as minhas capacidades ao máximo.
E é assim mesmo!

"Nas minhas preces de todo dia, sempre peço coragem e paciência. Coragem para continuar a superar as dificuldades do caminho naqueles que não me compreendem. E paciência, para não me entregar ao desânimo diante das minhas fraquezas..." Chico Xavier
O desânimo têm batido há porta...a tristeza têm tentado invadir o meu coração, ando cansada e nos meus dias tenho andado a sobreviver e não a viver .
Prioridade do momento é equilibrar a minha mente e respetivas confusões, gerir emoções que não me estão a deixar sair deste ciclo. Tratar cada uma das minhas amarguras e fraquezas com respeito, com firmeza e libertar-me da nuvem cinzenta que tenho em cima de mim, com a confiança de que sei que tenho muitos degraus para subir.
O desânimo não vai entrar! E é assim mesmo!
" Quatro dicas para lidar com pessoas difíceis:
1 – Concentre-se em um assunto específico; não aumente ou prepare um ataque pessoal. Por exemplo, diga: “Eu sinto-me frustrado quando prometo fazer algo, mas não há um prosseguimento.” Não recorra às ameaças ou aos insultos. Em um tom uniforme, não acusador, leva a como o comportamento o faz sentir, em vez de como você pensa que a outra pessoa esteja errada.
3 – Ouça sem atitudes defensivas, sem reagir e nem interromper. É um sinal de respeito ouvir o ponto de vista de uma pessoa, ainda que você discorde. Evite um tom ou a linguagem corporal agressivos. Tente não mostrar aborrecimento, desconforto e nem julgar.
3 – Deduza os sentimentos por trás das palavras. Quando você pode apreciar a motivação de alguém, é mais fácil ser paciente. Tente sentir se esta pessoa está assustada, insegura, ou encontrando-se por acaso com uma parte de si mesma, que ela nunca confrontou. Caso afirmativo, compreenda que isto pode ser doloroso. Veja a que mudanças ela está aberta.
4 – Responda com clareza e compaixão. Esta atitude tira os outros da defensiva, de modo que eles fiquem mais confortáveis, admitindo a sua parte ao causar a frustração. Descreva tudo em termos de recursos para uma tarefa específica, em vez de generalizar. Afirme as suas necessidades. Por exemplo, diga: “Eu realmente apreciaria que não gritasse comigo, ainda que eu o desapontasse.” Se a pessoa estiver disposta a tentar, mostre como está satisfeito. Valide os seus esforços: “Obrigado por não gritar comigo. Eu valorizo realmente a sua compreensão.” Veja se o comportamento melhora. Se não, você pode ter que minimizar o contacto e/ou as expectativas." J. Orloff
Algumas vezes tenho a tendência para reagir quando alguém ou alguma situação é mais difícil, mas já sei que quando reajo no momento fico ainda mais desconfortável, ansiosa e irritada. Paciência é a palavra chave. Paciência não significa passividade ou resignação, pelo contrário se tiver paciência consigo sentir-me muito melhor emocionalmente. Paciência é permitir-me agir comigo própria e com os outros com muito mais respeito. Para transformar o difícil em paciência respiro fundo, espero, observo com calma, e o resto a vida faz.
Ter paciência com pessoas, coisas ou situações, mas, principalmente ter paciência comigo mesma. E é assim mesmo!