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Há quem tenha hobbies… e depois há quem adore listas. Eu assumo: adoro listas! Fazê-las, reescrevê-las, colorir, sublinhar, reorganizar — tudo isto me acalma. As listas ajudam-me a pôr ordem no caos, a ver o que realmente importa e a seguir o dia com a mente mais leve e clara. Riscar uma tarefa é, para mim, um pequeno ato de autocuidado. É quase terapêutico, é como abrir uma janela na mente e deixar entrar ar fresco. Há quem veja listas como uma mania; eu vejo-as como uma obsessão saudável. Porque quando escrevo, sinto-me proativa, equilibrada e mais próxima do que quero fazer (ou ser).

Além disso, as listas também alimentam a minha criatividade. Quando lhes junto cores, rabiscos e um toque de design, até as tarefas mais aborrecidas ganham um ar de brincadeira. E quando o dever se mistura com o prazer, tudo flui com mais leveza e produtividade. A Psychology Today confirma (sim, há ciência por trás disto!): escrever listas não é apenas uma distração bonita, é um hábito que ajuda a reduzir a ansiedade, aumenta a autoestima e até melhora a produtividade. Boas notícias, portanto: fazer listas é oficialmente terapêutico.

Eis 5 boas razões para continuar a fazê-las:

  1. Organizam o tempo. Com uma lista à frente, já não há desculpa para procrastinar. As tarefas ganham forma, prioridade e… urgência.
  2. Dão foco. Mantêm o olhar no essencial e ajudam a distinguir o que é importante do que apenas barulho.
  3. Trazem satisfação. Riscar algo da lista é uma mini-vitória, uma sensação boa de missão cumprida.
  4. Despertam ambição e curiosidade. As listas não servem só para trabalho. Podem ser de sonhos, de filmes a ver, de lugares a visitar, de coisas a aprender, de receitas a experimentar.
  5. Acalmam a mente. Por os pensamentos no papel liberta espaço na cabeça. E isso vale ouro.

Não importa se são em papel, no telemóvel, com marcadores, quadradinhos, caixinhas ou números. O que interessa é o consolo que me dão — aquela sensação de que, mesmo quando a vida é um turbilhão, há sempre uma forma de a organizar… linha a linha, risco a risco. Fazer listas é, afinal, uma forma de criar ar e luz dentro de mim. E é assim mesmo!

 

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“Não é que tenhamos pouco tempo para viver, mas sim que desperdiçamos muito dele. A vida é longa o suficiente, e nos foi concedida em quantidade generosa para alcançarmos grandes feitos, se soubermos investir cada momento com atenção.” Sêneca, Sobre a Brevidade da Vida

Estas palavras encontraram-me... mais uma vez, foi um “bora lá!”. Já estamos no outono, e com o fim do mês à vista os dias começam a encolher. O quintal pedia cuidado antes que as primeiras chuvas chegassem e tornassem tudo mais difícil. Era hora de preparar o descanso do inverno, limpar, arrumar, garantir que a água corre bem e que tudo respira em paz. Nada disto foi planeado. Metemos o essencial no carro e lá fomos, os dois. Como já tínhamos lá estado no verão, sabíamos o que nos esperava, bastou abrir as janelas e deixar o ar fresco entrar. Desta vez, o foco era o quintal… e fazer apenas o que o corpo e a vontade pedissem.

Começámos cedo no sábado. O tempo ajudou e, no final do dia, celebrámos com um magusto improvisado. As castanhas não eram as melhores, é verdade, mas o sabor da simplicidade compensou tudo. A noite estava amena, e ficámos lá fora, sem horas, a conversar, a rir e a respirar devagarinho. Desligámos do mundo e voltámos a sentir o que é estar simplesmente presentes.

O fim de semana passou depressa demais — entre a azáfama de deixar tudo em ordem e o corpo cansado, quase parecia que um camião tinha passado por cima de nós.  Mas a mente veio leve. Veio serena, com aquela sensação boa de missão cumprida… mesmo sabendo que ficou muito por fazer. E isso, para mim, é tudo o que um fim de semana precisa de ser. Voltámos em paz. E é assim mesmo!

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"todososdias"

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Diário de bordo 2

todosdias, em 02.07.25

resumir junho vs dias muito bonitos 🏡

Foi o que prometemos, foi o que eu tinha planeado... na vida só não se consegue o que não se quer com o coração e pessoas felizes são mais felizes porque acreditam.

Só nós dois, numa escapadinha que teve como mote o nosso 30º aniversário ...

A viagem foi em modo passeio, sem pressa de chegar ao destino.  Viajar pelo Alentejo é deixarmo-nos levar ao ritmo da terra, onde cada paragem convida a saborear o momento sem pressa. Exatamente como a primeira paragem para almoço, deliciosa, típica, e muito, muito longa, foram 2horas de convívio genuíno com os donos do restaurante, desde as sopas de cação, passando pela carne no alguidar com migas, nada faltou sempre acompanhadas com bom queijo e bom vinho. Terminamos com licor de poejo com hortelã, visita à cozinha e a promessa de voltar com a família. Seguimos viagem porque o calor era muito, mas no regresso voltámos para conhecer melhor Montemor.

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Até ao destino ainda tínhamos algumas horas de caminho, vastas planícies que se estendem até onde o olhar alcança, ondulando suavemente sob o céu amplo e luminoso. Os campos dourados, os sobreiros solitários e as aldeias brancas pontuam o caminho com uma beleza simples e autêntica. Aqui, cada curva da estrada pode levar a um miradouro inesperado, a uma herdade acolhedora ou a um recanto onde apenas o vento e os sons da natureza fazem companhia. Contornámos Évora que tão bem conhecemos

Viajar pelo Alentejo é uma experiência que convida à contemplação e ao encontro com o essencial. É uma terra de horizontes abertos, onde o tempo parece abrandar e cada quilómetro revela a serenidade de uma paisagem moldada pelo sol e pelo silêncio.

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Chegámos ao final da tarde, descarregámos as malas e deixámo-nos levar pela curiosidade de explorar a aldeia, desconhecida e tranquila. Acabámos numa esplanada à beira da barragem, a refrescar-nos com uma bebida enquanto o corpo começava finalmente a desacelerar. Com o calor ainda bem presente apesar de já serem oito da noite, o convite da água falou mais alto e fomos a banhos. Ficámos ali, sem pressa, a apreciar aquela paisagem ampla e serena, tão diferente do habitual. Sem apetite e sem planos, apenas a aproveitar o silêncio, o calor, o som das aves a recolher e o cair lento de uma noite de verão que prometia mais dias assim.

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Ritmo a 3

todosdias, em 25.06.25

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Plano de 3 passos para estruturar uma área da nossa vida que anda solta (trabalho, finanças, casa, autocuidado). Organizar, planear, dár nome às coisas e definir limites. Não esquecer colocar datas. E cumprir.

 

Passo 1: Organização e Clareza

Objectivo: Perceber o que está desorganizado e ganhar uma visão geral das várias áreas da nossa vida.

Ações:

  • Fazer uma “limpeza mental”: escrever tudo o que está pendente ou que está a causar stress nas 4 áreas (trabalho, finanças, casa, autocuidado).
  • Agrupar por temas e identificar o que é urgente/importante e o que pode esperar.
  • Criar um quadro (em papel ou digital) com 4 colunas, uma para cada área.
  • Definir um objectivo principal por área para o próximo mês (exemplo: finanças → organizar orçamento; autocuidado → dormir melhor).

 

Passo 2: Estrutura e rotina

Objectivo: Criar uma base funcional com rotinas simples e realistas, sem nos sobrecarregarmos.

Ações:

  • Estabelecer uma rotina leve para cada área. Exemplo:
    • Trabalho: começar a semana com planeamento e terminar com revisão.
    • Finanças: rever contas e despesas uma vez por semana.
    • Casa: escolher 2 dias por semana para pequenas limpezas ou arrumações.
    • Autocuidado: reservar pelo menos 15 minutos por dia para nós (descanso, movimento, prazer pessoal).
  • Começar a testar essas rotinas e ajustar conforme se for percebendo o que se encaixa melhor no dia-a-dia.

 

Passo 3 : Avaliação e ajuste

Objetivo: Rever o que funcionou, ajustar o que não funcionou e manter o que está a resultar.

Ações:

  • Rever os objetivos e as rotinas: o que correu bem? O que ficou por fazer?
  • Eliminar o que for desnecessário ou pouco eficaz e melhora o que já está a funcionar.
  • Redefinir metas, se for preciso, com base na realidade actual.
  • Reconhecer e celebra os progressos, mesmo que sejam pequenos — são fundamentais para manter o ritmo.

 

Extra: Check-in semanal

Reservar um momento por semana para:

  • Rever as 4 áreas (o que se avançou, o que ficou em espera).
  • Reorganizar tarefas ou prioridades.
  • Ajustar a rotina de forma leve, sem julgamentos.

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Ficar de pé

todosdias, em 27.05.25

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Não importa o nome ou a origem das forças que nos empurram para a frente ou nos obrigam a ficar de pé. O que é importante é que elas existem e estão sempre dentro de nós. Sempre." Laurinda Alves

Aos poucos, e com o coração mais leve, vejo maio a chegar ao fim. Sinto a respiração, acalmo os pensamentos, escuto o coração e volto a encontrar sentido nas coisas simples da vida. Organizo ideias, afasto a ansiedade e tudo o que já não me faz bem. Espero. Confio. Deixo fluir.

Junho está quase a chegar — e com ele, momentos que nos vão recordar quem somos (eu & tu), conquistas feitas em silêncio, passos dados com coragem. Será tempo de celebrar sem alarde, de viver uns dias com leveza, permitindo que a vida simplesmente aconteça — sem pressas, sem grandes planos, mas com profundo significado. A agenda de junho avizinha-se diferente das rotinas dos dias, desde que este ano começou.  Tempo de reconhecer, em silêncio e com verdade, o caminho percorrido. Ficar de pé. E é assim mesmo!

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| mais ou menos isso |

todosdias, em 29.01.24

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“Se queres ouvir Deus rir conta-lhe os teus planos” Woody Allen

Estas palavras encontraram-me … que tal fazer um bom plano de ação, estabelecer prioridades e deixar a vida fazer a parte dela? Quando tentamos controlar demasiado os acontecimentos, acabamos por, demasiadas vezes, bloquear os processos. De quem é a responsabilidade? Do medo na forma de control freak!  Pois, é mais ou menos isso!

Deixar a vida fluir naturalmente e surpresas positivas poderão surgir. E é assim mesmo!

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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