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tão isto, que podia ser sobre mim*

todosdias, em 28.10.21

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Cataplana de tamboril

todosdias, em 12.10.21

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Para fugir ao tradicional peixe assado aos almoços de sábado, resolvi fazer uma cataplana. Tenho uma que comprei na minha lua de mel, sim porque quando me casei não íamos para o estrangeiro, ficámos por Tavira e já foi um luxo. A minha não é apenas uma peça decorativa, é de cobre feita por um mestre de trabalhar o cobre, foi uma peça cara que compensou bem o investimento inicial. Utilizo muitas vezes para confencionar vários pratos: caldeiradas, carne de porco com ameijoas, etc. ficam sempre com um sabor diferente.

Ingredientes

 1 folha de louro; 1 ramo de coentros; 2 cebolas; 2 dentes de alho; 1c. sopa polpa de tomate; 1 tomate pelado; 1 cenoura; pimento; coentros; vinho branco; azeite; colorau; piripiri e sal q.b.

Camarão cru; lombos de tamboril; ameijoas; batatas

Preparação

Descascam-se os camarões crus e reservam-se.

Para o caldo: num tacho com azeite refogar as cabeças e as cascas dos camarões, de seguida, adicionar 1 cebola picada e uma cenoura cortada em pedaços, um dente de alho esmagado e 1 ramo de coentros, o vinho branco, 1 colher de sopa de polpa de tomate e sal. Cobrir com água fria, e deixar cozinhar em lume brando, durante apx. 25 minutos.

Corta-se as batatas e uma cebola às rodelas, o pimento em tiras, o tomate aos cubos.

Numa cataplana colocar as amêijoas no fundo, depois o tamboril, as batatas, cobrir com os legumes cortados e o camarão descascado. Regar com o caldo que foi previamente coado. Temperar com colorau, piripiri, sal e um fio de azeite. Terminar com coentros picados. Fechar a cataplana e deixar cozinhar.

Minha nota 1: fiz com tamboril, camarão e ameijoas, mas pode ser feito com qualquer outro tipo de peixe e/ou marisco a gosto.

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Queques de manteiga (com noz)

todosdias, em 04.10.21

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"todososdias"

Resumir o primeiro fim de semana de outubro, é um voltar ás rotinas que no ultimo ano e meio foram alteradas mais de uma dúzia de vezes. Roupa, casa, limpezas, compras, arrumações voltaram a concentra-se no fim de semana. No entanto, ainda ouve tempo para fazer a revisão do projeto dela, uma sesta (para recuperar os últimos quinze dias muito mal dormidos) e um filme no conforto do meu sofá.

Claro que não faltou a cozinha… essa é uma rotina obrigatória. O forno ligado é sempre desculpa para fazer um doce, nem que seja um simples bolo de iogurte. Para além de minimizar os ataques ao armário das bolachas são muito menos calóricos porque eu reduzo sempre o açúcar e a manteiga das receitas originais, as quantidades que coloco aqui são sempre com os meus ajustes, testados e comprovados… não sobrou nem um!

Ingredientes:

250 g de farinha; 1 colher de chá de fermento em pó; 150 g de manteiga; 150 g de açúcar; 2 ovos; 75 ml de leite

Preparação:

Numa taça misturar a farinha e o fermento. Reservar. Bater muito bem a manteiga amolecida com o açúcar até ficar um creme macio e esbranquiçado. Juntar os ovos, um a um, e envolver um terço da mistura de farinha, à mão, depois envolver um terço do leite e repetir, alternadamente, até esgotar os dois ingredientes. Por fim envolver as nozes.

Vai ao forno em forminhas untadas, durante apx. 15 minutos.

Minha nota 1: desta vez não untei as formas, coloquei em formas de papel canelado e para ficarem direitinhos coloquei dentro das formas de alumínio, mais fácil de desenformar e menos trabalho a lavar as formas.

Minha nota 2: esta receita é muito versátil porque podemos substituir as nozes por outros frutos secos que tenhamos em casa, canela, baunilha ou até mesmo simples. Costumo também fazer com maçã (cortada em pedacinhos pequenos) … ficam mais húmidos e permite reduzir mais um pouco na quantidade de açúcar…hammmm!

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Arroz de Carqueja

todosdias, em 17.11.20

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 "todososdias"

A única escapadinha deste ano serviu de mote para o nosso almoço deste domingo, no regresso almoçámos num restaurante à beira da estrada, daqueles que enchem ao fim de semana com famílias inteiras. Acolhedor, muito bem servidos e a comida muito reconfortante. Comi arroz de carqueja com entrecosto e enchidos, estava tão bom que tentei absorver todos os pormenores para depois poder replicar em casa. Nessa mesma semana a carqueja entrou lá em casa e acabou por ficar esquecida desde março, no meio dos meus frascos de ervas da despensa.

O arroz de carqueja é um prato típico da gastronomia portuguesa, sendo uma especialidade na região da Beira Baixa. Após varias pesquisas de receitas, não fiz com o tradicional frango do campo, nem com coelho mas sim com entrecosto tal como me foi servido no restaurante. Fica, igualmente, uma delícia.

 

Ingredientes:

Entrecosto de porco em pedaços, Chouriço mouro, Arroz, Cebola, Alho, Vinho tinto, Azeite Sal, pimenta, colorau q.b.

Chá de carqueja

Preparação:

Faz-se uma marinada, na véspera, com o entrecosto, vinho tinto, dentes de alho cortados às rodelas, uma pitada de sal, pimenta, colorau e 1 folha de louro.

No próprio dia, faz-se uma infusão dos ramos de carqueja em um litro de água a ferver e deixa-se repousar cerca de 1 hora minutos.

Num tacho, refoga-se uma cebola picada, dois dentes de alho picados, uma folha de louro e um fio de azeite. Acrescenta-se o entrecosto e envolve-se no refogado, deixa-se a carne selar de ambos os lados, virando-a. Quando a carne estiver douradinha, vai-se acrescentando aos poucos o molho da marinada, previamente coado. Baixa-se o lume, tapa-se e deixa-se cozinhar lentamente, até a carne ficar macia.

Num outro tacho, faz-se um novo refogado com cebola picada e azeite. Junta-se ¼ do chouriço mouro desfeito em pedaços, previamente cozido, envolve-se durante um a dois minutos. Seguidamente junta-se o arroz e o entrecosto, deixa-se cozinhar um pouco e acrescenta-se o caldo de infusão da carqueja. Depois de levantar fervura, retificam-se os temperos.

Quando o arroz estiver cozido decora-se com o restante chouriço mouro cortado às rodelas e serve-se de imediato

Minha nota 1: Para pratos de carne ou de peixe por norma costumo usar uma porção de aprox. 300gr. por pessoa, no entanto as quantidades dependem sempre do numero de pessoas e do tipo de prato

Minha nota 2: Quando o entrecosto ficou bem cozinhado (por aqui demorou apx. 1h), separei do molho que havia no tacho, usei apenas duas colheres para dar sabor quando cozinhei o arroz. Muito embora a infusão de carqueja ajude a reduzir a intensidade do sabor do entrecosto o facto de ter retirado o molho ajudou a reduzir ainda mais um pouco bem como a quantidade de gordura.

Minha nota 3: Usei um tacho de barro, sem duvida que fica muito mais saboroso.

Minha nota 4:    BOTÂNICA/Carqueja(Pterospartum tridentatum)  planta silvestre, desprovida de folhas, pertencente à estirpe das Leguminosas, que surge espontaneamente em Portugal.

 

Tenho fé e acredito que iremos continuar a aplicar estas nossas escapadinhas, a deste ano foi cumprida (ainda sem bicho), as próximas não estão descartadas apenas em stand by, até porque preciso de renovar o meu livro de receitas ;)

E é assim mesmo!

 

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Valentines day dinner

todosdias, em 14.02.20

Uma receita feliz, num dia feliz...nada como repetir.  Ficou divinal e muito gourmet. Eh! Eh! Eh! ❤❤❤

 

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Um lugar muito especial

todosdias, em 15.11.19

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Para mim, a cozinha é sem duvida um lugar muito especial. O coração da minha casa. É onde passo grande parte do meu tempo quando estou em casa, e não é só para cozinhar. Neste espaço há uma energia que merece uma maior atenção. É onde fazemos todas as nossas principais refeições, celebramos dias especiais, recebemos visitas, petiscamos, bebemos um copo de vinho (ou chá) ou simplesmente convivemos. É também na cozinha que trato da roupa, faço os meus trabalhos manuais e cuido das minhas plantas.

Com excepção de passar a ferro (céus…como eu detesto passar a ferro, no entanto nada fica por passar, o lema é da corda para a tábua), todo o resto é sinónimo de coisas boas. Mas cozinhar é sem duvida o mais especial, um ato de relaxamento para mim, funciona como uma espécie de terapia e meditação. Tem sido assim desde jovem, em regra geral bolos e sobremesas eram responsabilidade minha, e a aventura de refeições salgadas, fora do tradicional que a minha mãe sempre confeccionava, eram uma constante, com a minha irmã como cobaia.

Posso dizer que o ato de cozinhar me manteve (e mantêm) sã. Descobri, especialmente numa fase muito complicada, que cozinhar me fazia particularmente bem, momentos de prazer e de escape que me fazem encontrar com o meu eu interior. Apura-me os sentidos, a criatividade, a imaginação e a intuição.

Cozinhar e todos os processos que me levam lá, são uma espécie de ritual para mim. Tudo começa pelas refeições do fim-de-semana, vou pensando e organizando ao longo da semana. Nessa base surgem naturalmente os jantares semanais e as marmitas, tentando não repetir. Muitas das vezes a época do ano, bem como produtos que vejo no supermercado a chamarem por mim, são também factores que fazem a diferença.

No dia a dia a cozinha é o nosso lugar de partilha, na correria dos dias é onde aproveitamos para nos encontrar, cuidar e mimar. Cozinhar é sempre um pouco mais a correr, tenho que ser mais prática pois também tenho que preparar três marmitas para o dia seguinte. Habitualmente aos jantares opto por refeições mais simples e mais leves, mas os almoços têm de ser mais cuidados porque são para aquecer.

Já ao fim de semana tudo muda, as refeições são mais elaboradas, principalmente nos dias mais frios em que apetece refeições mais reconfortantes. Como anoitece mais cedo, acendo velas e o forno não têm ordem de descanso, aproveito sempre para fazer um bolo e biscoitos para durante a semana. Final de tarde de um sábado e eu na minha cozinha, é sinonimo de modo paz. Nada fica de fora de preparo, os aromas misturam-se, a mesa posta sempre bonita, tudo fica tão acolhedor e a magia acontece.

Valorizo ao minuto o tempo que passo neste meu lugar especial. É o que mais gosto de fazer: cozinhar e amar. Cuido de mim e cuido dos meus. E agradecer, sempre, todas as coisas boas que têm acontecido na minha vida. E é assim mesmo!

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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