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amor é *

todosdias, em 14.02.19

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* encontrar pessoas bonitas que nos fazem sentir em casa ❤

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Agir

todosdias, em 22.03.18

 

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“Os que, para agir, esperam sempre que tudo seja perfeito, jamais realizarão alguma coisa” Monsenhor Ancel

 

Estas palavras encontraram-me...os últimos tempos estão a ser muito duros, tem dias que sinto que estou a agir no caminho certo, tem dias que sinto que este meu agir é procrastinar à espera da conjuntura perfeita e da energia perfeita.

Será que em vez estar a agir estou a enganar-me a mim própria? A "tapar o sol com a peneira", porque simplesmente tenho medo de não conseguir nem estar preparada para dar aquele salto, para arriscar, para conquistar ou para simplesmente mostrar o que sinto.

Haverá um tempo perfeito para o fazer? É claro que existem conjunturas melhores ou piores, mas perfeitas? Hummm...não me parece! Essa é apenas uma desculpa que a minha mente usa para que continue parada no meu cantinho, aparentemente, tão seguro e ao mesmo tempo tão inseguro.

Têm dias que sinto que este meu lutar e agir não é suficiente e que na maioria das vezes “fico a ver os navios passar”… O mais engraçado é que, mesmo assim, sou capaz de me queixar da vida e das poucas oportunidades que tive. Será que foram assim tão poucas? Será que não preferi fingir que não via?

Hoje acordei assim, pensativa e em retrospectiva...a analisar, a tentar encontrar dentro de mim resposta se é isto mesmo que desejo.

Como se costuma dizer “nem tudo o que luz é ouro” e esta solução fácil e rápida, acaba por me estar a emaranhar em problemas ainda maiores. 

O certo é que não posso ficar a lamentar-me de tudo o que não sou ou não tenho, melhor ou pior, perfeita ou imperfeita, tenho que realizar alguma coisa!

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Boas festas 😞

todosdias, em 14.12.16

Desde outubro que as apresentações quinzenais deixaram de se realizar. Recebi uma carta a solicitar a minha presença com o assunto: atualização de dados.

- Bom dia! (apresentei a carta recebida)

- Bom dia! (a funcionária escreve o meu numero no sistema). Continua desempregada?

- Sim

- Então Boas Festas! (a funcionária rabiscou a carta e devolve com um sorriso).

 

(senti-me humilhada )

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seis meses já passaram

todosdias, em 29.03.16

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O mais difícil desta imensa pausa é que os meus medos vão-me destruindo, a promessa de trabalho para Janeiro saltou para Fevereiro e prolongou-se até Março. Prometi a mim mesma que ganhava coragem e que depois da Páscoa ia tentar perceber o porquê desta tão longa espera, uma receita médica foi o mote e eu que pensava que andava a adiar a vida encarregou-se de adiar por mim. A candidatura não foi aceite porque um dos requisitos é eu estar desempregada à mais de seis meses, por isso só em Abril é que se pode submeter nova candidatura.

 

Doeu, senti o mundo desabar um pouco dentro de mim,  mas a promessa mantêm-se. Saber a verdade alivia a minha ansiedade diária a cada vez que o telefone toca, mas um misto de tristeza e medo que volte a falhar encheu o meu coração. A verdade é que as coisas para nós nunca avançam à primeira, as chaves nunca giram à primeira, as portas nunca abrem sozinhas...temos sempre que empurrar, com muita, muita força.

 

Nos momentos de maior insegurança e medo pergunto-me se não me estou a acomodar, ou se é a minha ansiedade a falar mais alto. Os dias estão a custar a passar, estão a custar a virar ao contrário, mas acredito e tenho fé que apesar de tardar as coisas não vão falhar. Respiro fundo e tento acalmar o meu coração, digo-lhe que basta deixar fluir e deixar que as coisas voltem aos seus lugares pela mão da vida. Acredito e tenho fé que todos os dias o dia que espero fica mais perto. E é assim mesmo!

 

 

 

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A velocidade com que este mês passou foi alucinante. Se por um lado o facto de estar sempre ocupada e com coisas para fazer mantiveram-me num estado menos ansioso, por outro lado a sensação deste tempo, que teima em correr, coloca-me com muitas duvidas dos obstáculos que tenho que superar e se não estarei simplesmente a procrastinar.

Como Inverno já começou a dar o ar da sua graça, comecei a preparar-me para o receber, reorganizei armários e aproveitando o sol que têm estado tenho feito algumas arrumações e limpezas que andava a adiar.

Os fins-de-semana têm sido aqui por casa, tranquilos e sem pressas. Ainda ouve tempo para mais uma escapadinha à aldeia, para mais umas limpezas de Inverno, desta vez não a três, mas a seis. Aliás as ultimas duas escapadinhas foram a seis, gosto muito que eles finalmente nos acompanhem e gosto particularmente de sentir que aos poucos aquele lugar também lhes faz bem como nos faz a nós.

 

#ela

A primeira ronda de testes foi positiva, aos poucos ela vai ultrapassando o problema do ano passado, está mais confiante, mais motivada e mais empenhada. De facto o sacrifício que fez para passar o ano passado, considerando o que lhe estava a acontecer, valeu bem a pena. Eu sei que as médias são fundamentais para o futuro, mas é só o principio e tudo pode ser recuperado. O nosso apoio e as novas amizades muito têm contribuído para que as coisas sigam um novo caminho. Vêr que ela, aos poucos, vai ficando emocionalmente tranquila é sem duvida prova de uma batalha vencida. 

O joelho é agora o nosso principal foco de preocupação, as dores agravaram-se e a paragem da dança acabou por ser uma realidade. Medicação, exames, consultas e agora fisioterapia. Sei que ela esta muito triste mas aos poucos vai percebendo que a recuperação é fundamental para puder voltar a dançar e que isso implica fazer alguns sacrifícios. Como disse o fisioterapeuta, estas lesões são chatas pela morosidade do tempo de recuperação. Estou optimista e tenho fé que vai correr bem e que no inicio do ano ela vai poder voltar à sua paixão que é a dança, é só uma questão de tempo e paciência.

 

#ele

Trabalhou o mês todo, agora vivemos à semana, a situação de trabalho temporário mantêm-se com a agravante de que não é como no inicio que sabíamos que ia trabalhar por dois meses. Agora só às sextas-feiras ao fim do dia é que sabemos se ele vai trabalhar na próxima semana ou não. Ninguém consegue imaginar o que é viver assim, nesta angustia semanal, mas o mês de Outubro foi bem pior: um dia em casa, dois dias a trabalhar, cinco dias em casa, três dias a trabalhar. Aos poucos este sentimento de angustia e de revolta vai se minimizando dentro de nós, agarramos-nos á força maior que nos une e damos graças por ele estar a trabalhar. Rezo todos os dias para que uma sexta-feira em vez de lhe dizerem: "vens para a semana", lhe digam: "vens por "x" meses". Precisávamos tanto de sentir um pouco dessa paz, nem que fosse só por meia dúzia de meses. Estou optimista e tenho fé que vai correr bem, é só uma questão de acreditar e confiar.

 

#eu

Uns dias vou caminhar, outros tenho coisas para tratar, outros fico simplesmente a procrastinar. Odeio o horário de Inverno, incomodam-me os dias mais pequenos, acho que é por isso que sinto que os dias têm passado mais rápido. As mesmas rotinas, as mesmas paredes, por aqui ando sozinha. Certo que tenho estado sempre ocupada, mas sinto-me tipo o back office deles os dois, entram e saem, sem nunca me perguntarem como foi o meu dia.

A verdade é que apesar de me sentir sozinha não sinto a tristeza e as ansiedades de outros tempos, já faz um ano que deixei a medicação, sem duvida que foi um processo doloroso porque o efeito que o nosso organismo sente pela privação dos mesmos é difícil de superar mas olhando para trás admito que só me faziam mal principalmente porque me apercebi que me deixavam ainda mais angustiada e ansiosa. Hoje sinto-me bem melhor, encaro as noites mal dormidas como um processo natural, de dias difíceis com muitos problemas, que os comprimidos não resolvem e que é superado pelo bem estar que sinto dentro de mim.

A promessa de um emprego mantêm-se, só não sei para quando, é um "namoro" que já têm quatro anos mas que nunca se tornou oficial, tem dias que ganho grandes expectativas, tem outros que o silencio já se prolongou por tantos dias que chego a pensar que já não vai acontecer. Estou optimista e tenho fé que vou voltar a trabalhar, é só uma questão de esperar que a porta abra de vez ...é só deixar a vida acontecer. 

 

Grata por Novembro, que sem duvida passou a correr, mas sempre com muito amor. Grata por este amor maior que habita na nossa casa. Estou optimista e tenho fé, que, muito em breve, algo bonito pode acontecer nas nossas vidas. Desperto a esperança, abro o coração e confio. E é assim mesmo!

b

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E cá estamos nós...

todosdias, em 27.10.15

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...novamente.

 

E voltei a caminhar com companhia... Os sonhos voltaram a desvanecer-se e a esperança ficou por terra. Infelizmente ele esta de novo em casa. Promessas de continuação, desilusão, frustração. Desde o inicio do mês que a incerteza de ficar era diária, chegou a vir embora, a voltar três dias depois com nova promessa de mais quinze dias. Trabalhar mais dois dias, e rua. Tinha um trauma por recibos verdes, mas agora ganhei um ainda maior: o trabalho temporário. Vivem à custa de quem está desesperado. Desculpas de reforços de verão ou inverno, fizeram-nos conhecer a crueldade e a precariedade destes contratos. Ainda nos sujeitamos a ouvir que a idade é um problema. Socorro ter 46 anos é um problema. 

 

E cá estamos nós novamente, ambos desempregados e com um enorme vazio á frente. Mais um desafio que nos faz duvidar, mas temos exemplos de quão longe podemos ir, embora tudo nos diga o contrário. Vontade e perseverança sei que não nos vão faltar porque sei que a nossa capacidade vai muito mais além do que nos querem limitar.

 

E cá estamos nós novamente. Ainda que, às vezes, debaixo da tempestade, não paramos caminhar. E que sempre sejamos capazes de nos lembrar que a direcção é mais importante do que a velocidade. E é assim mesmo.

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Mais sobre mim

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" são minhas. Todas as outras, são retiradas da internet e estão aqui porque aparentemente são públicas. * Qualquer correção na citação da autoria (imagens ou mensagens) é só entrar em contato para eu poder corrigir.


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