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"todososdias" 

 

Festejámos os anos da minha irmã na aldeia, no "nosso" cantinho onde recuperamos energias, onde ganhamos inspiração e atitude positiva para encarar cada dia. São fins-de-semana onde cabe tudo e aproveitamos o melhor de tudo: estar, cuidar, abraçar e agradecer.

√Č certo que √© imposs√≠vel¬†estar parado por ali, o¬†protejo¬†de recuperar a cozinha ainda vai a meio, mas tamb√©m n√£o temos pressa. N√£o importa o tempo, mas o valor que damos a cada canto que vamos recuperando com as nossas m√£os. Esta √© sem duvida a maior prova de que sem nada podemos fazer tudo, basta querer. A for√ßa maior √© a vontade de fazer acontecer.

Desta vez andámos pelo quintal, aproxima-se o outono e algumas coisas têm que ficar arranjadas antes que as chuvas não nos permitam andar por ali. Certo e sabido o meu amor por plantas e terra, aquele é um espaço que se eu pudesse "voava". Não temos, nem podemos fazer muito por ali, apenas nos limitamos a limpar e cuidar porque é a frente do "nosso" cantinho.

Desde a primavera que temos voltado todos os meses, inclusivamente em Julho e Agosto voltámos mais que uma vez, foi um compromisso que assumi comigo própria, e que nem sempre é fácil porque a vida aqui e ali vai me colocando alguns obstáculos.

Regressamos a casa sempre muito cansados mas de coração cheio. Confio nos caminhos que a vida nos leva e sempre grata pelos lugares que nos fazem bem. Bora lá voltar!

 

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Apesar de algumas indecis√Ķes por causa dos testes que est√£o quase a come√ßar, l√° conseguimos arrumar as trouxas ¬†e regress√°mos √† aldeia.

O sol brindou-nos estes dias, sin√≥nimo de mesa ao ar livre e refei√ß√Ķes em saud√°veis. O sil√™ncio √© absolutamente regenerador e o ar do campo √© um reconforto que n√£o tem pre√ßo. O resto do mundo fica l√° fora, desligamos tudo e os dias ficam mais leves.

Agora é a vez da cozinha, um espaço muito pequenino, muito estragado e muito mal aproveitado. Fazer tudo com calma até porque sabemos que as coisas feitas com a "prata da casa" demoram o seu tempo. Arrumar, desarrumar, (re)organizar, (re)construir e aos poucos a casinha da aldeia vai ficando um lugar onde apetece muito, muito voltar. 

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das mini-férias da Páscoa

todosdias, em 28.03.16

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J√° est√°vamos¬†em "divida" com a aldeia desde Novembro e ficar por casa a dividirmos-nos em refei√ß√Ķes de fam√≠lia, a saltar de casa em casa, estava fora de quest√£o.¬†

 

Voltámos à aldeia para celebrarmos a nossa Páscoa, longe da calma do ano passado porque desta vez éramos muitos, porque foram "mini-dias" e a primavera ainda não nos brindou com dias soalheiros. 

 

Voltámos a abrir a casa, muito embora o inverno não tenha sido muito rigoroso e as melhorias que temos feito muito contribuíram para o bom estado em que se encontrava, tem sido sempre uma preocupação minha prioritária. Aproveitámos o sol a espreitar por entre pingos de chuva para caiarmos as paredes da casa, não ficou perfeito mas o branco do pó mágico deixou a nossa casinha a brilhar. Aproveitámos a chuva para dedicarmos o tempo a organizar e a planear as próximas obras, materiais comprados antecipando as próximas mini-férias já em Abril.

 

Mas principalmente aproveitámos o melhor de tudo: estar, cuidar, abraçar e agradecer o tempo que o tempo nos dá para parar e valorizar o melhor que temos na vida: as nossas pessoas.

 

 

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(re)começar Abril

todosdias, em 07.04.15

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H√° alturas em que parece mais f√°cil, outras √© mesmo dif√≠cil. Mar√ßo foi um m√™s realmente dif√≠cil, muitas voltas, muitas interroga√ß√Ķes, muitas dores, muitas angustias, muitos planos que se alteraram. Mas mesmo que o mundo pare√ßa estar¬†a conspirar contra n√≥s, uma coisa √© certa por aqui nunca se baixa os bra√ßos.¬†
Apesar de as malas terem¬†ficado √° porta por dois dias, conseguimos voltar √† aldeia. Porque confi√°mos, persistimos¬†e acredit√°mos que coisas boas acontecem. Foram sete dias longe de tudo e de todos, s√≥ os passarinhos e o vento a sacudir as folhas das arvores por companhia. Abrimos a casa, cortamos o mato, agarr√°mos a terra com as duas m√£os, pint√°mos, come√ß√°mos as obras do chuveiro, trabalh√°mos at√© √† exaust√£o e limp√°mos o cora√ß√£o e a alma. As roseiras e as hortenses¬†que plantamos em Novembro¬†brindaram-nos com os seus primeiros rebentos, desta vez trat√°mos de alguns ramos velhos das laranjeiras e coloc√°mos alfazemas.¬†O tempo parou, sem horas, sem rotinas, ao ritmo dos dias. Acordar sem despertador, fazer refei√ß√Ķes quando apetecia, ser√Ķes a tr√™s. Repouso absoluto aos¬†pensamentos, angustias e ansiedades que nos permitiu ouvir o nosso cora√ß√£o e fazer as pazes com a vida.
Dos caminhos que temos que enfrentar, alterar e modificar. Somos mais fortes e optimistas do que pensamos e não somos nós que vamos complicar. Ultrapassamos obstáculos difíceis mas não desistimos porque mantemos a esperança e a fé que depois da tempestade chega sempre a bonança, e porque acreditamos que a vida mesmo que nos troque as voltas vale sempre a pena.
Celebrámos assim a nossa Páscoa, calma e serenamente, tempo de renovar, marcado pelo ritmo da natureza e confiando que somos capazes de viver da melhor forma possível a sua mais profunda mensagem. Vamos voltar, ó se vamos.
 

Regress√°mos a casa j√° em Abril.

(re)começar Abril com sol, paz e todo o amor que nos rodeia.

Grata por esta nossa teimosia em querermos ser felizes todos os dias!

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voltar √† ¬ęaldeia¬Ľ

todosdias, em 27.03.15

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Vamos voltar. Sei que estamos os tr√™s a precisar de respirar mais, encher o peito de ar, sentir a terra e renovar a f√© em tudo o que somos. Sem regras, nem pressas, que √© como acreditamos que a felicidade das coisas pequenas sabe melhor. √Č tempo de respirar...e amar acima de tudo!

 

Por isso, os próximos dias vão correr bem. Só podem correr bem. E é assim mesmo!

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Magusto

todosdias, em 03.11.14

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"todos os dias"

Assim o pensámos, assim o fizemos e em menos de dois minutos decidimos ir passar o fim de semana à aldeia.

Tudo ao molho para dentro das malas, e assim que a minha filha saiu da escola pusemos-nos à estrada.

O pouco que temos feito na casa, nos √ļltimos¬†dois anos, sem duvida que √© um dos factores que nos leva a querer voltar. S√≥ o facto de antes ficar um ano inteiro sem l√° irmos, foi tornando o espa√ßo desconfort√°vel. as pequenas melhorias feitas com pouco dinheiro mas com muito empenho levam a que em menos de cinco minutos abrimos a casa, resolvemos um pequeno "piripac" com ratinhos do campo (grrrrr...), lasanha no forno e l√° nos instal√°mos. Impens√°vel¬†a alguns anos a tr√°s. Um outro factor n√£o menos importante √© como ali no meio do nada, o rel√≥gio p√°ra e a tranquilidade se instala, aos poucos temos vindo a descobrir dentro de n√≥s que √© um lugar fant√°stico para pequenas escapadinhas. Ouvimos a chuva, sentimos o cheiro da terra molhada. O sil√™ncio √© profundo e de manh√£ quando abrimos as janelas ouvimos os passarinhos e o vento a sacudir as folhas.

Queimar as madeiras velhas que amonto√°mos com as limpezas de ver√£o era uma prioridade, que s√≥ se pode fazer nos meses de inverno. √Ā volta da fogueira e de enxada e ancinho na m√£o, o quintal foi aparecendo no meio daquela quantidade de enorme de mato, quase da minha altura, ia sendo colocado¬†em montinhos para secarem. Fizemos canteiro novo para as roseiras, hortenses¬†e brincos de princesa que andavam espalhadas pelo quintal. Descarreg√°mos energias, sentimos a terra nas nossas m√£os, rimos, resmung√°mos, tudo a tr√™s.¬†

Um céu estrelado, uma fogueira quentinha a chamar por nós, umas castanhas a assar. Ali fizemos o nosso magusto, ali passámos o nosso serão em dia de "pao-por-deus" e de "todos os santos". Só com a luz da fogueira a crepitar, sentados no chão, relaxámos de um dia árduo fisicamente mas que nos encheu o coração e a alma. Sempre a três, soube pela vida.

Adormecemos a cheirar a fumo, a cheirar a campo.

Vamos voltar, ó se vamos!

 

 
ma·gus·to
(origem duvidosa, talvez do latim ustus, -a, um, particípio de uro, urere, queimar)
substantivo masculino

1. Fogueira de assar castanhas.

2. Porção de castanhas assadas nessa fogueira.

3. Merenda de castanhas assadas.

4. Festa, geralmente associada ao dia de S. Martinho ou ao dia de Todos os Santos, em que tradicionalmente se assam castanhas.

"magusto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 

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Preserverança

" Jogo a minha rede no mar da vida e às vezes, quando a recolho, descubro que ela retorna vazia. Não há como não me entristecer e não há como desistir. Deixo a lágrima correr, vinda das ondas que me renovam, por dentro, em silêncio: dor que não verte, envenena. O coração marejado, arrumo, como posso, os meus sentimentos. Passo a limpo os meus sonhos. Ajeito, da melhor forma que sei, a força que me move. Guardo a minha rede e deixo o dia dormir. Com toda a tristeza pelas redes que voltam vazias, sou corajosa o bastante para não me acostumar com essa ideia. Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas. Hoje, o dia pode não ter sido bom, mas amanhã será outro mar. E eu estarei lá na beira da praia de novo. " Ana Jacomo

Direitos de autor

* Todas as fotos/imagens que tenham "todososdias" s√£o minhas. Todas as outras, s√£o retiradas da internet e est√£o aqui porque aparentemente s√£o p√ļblicas. * Qualquer corre√ß√£o na cita√ß√£o da autoria (imagens ou mensagens) √© s√≥ entrar em contato para eu poder corrigir.


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